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Consumo de eletricidade em Portugal bate recorde histórico no primeiro semestre do ano

Dados da REN mostram que só em junho o consumo de eletricidade aumentou 3% em termos homólogos. As energias renováveis asseguraram 71% do consumo de eletricidade, com a hidroelétrica a representar 29% da produção.

03 Jul 2026 - 13:04

3 min leitura

Foto: Adobe Stock/elxeneize

Foto: Adobe Stock/elxeneize

Nos primeiros seis meses de 2026, o consumo de eletricidade atingiu os 27.200 GWh, 3,5% acima do valor registado no período homólogo anterior, mostram novos dados da REN. Trata-se do consumo mais elevado de sempre registado no sistema nacional, para este período. 

O novo máximo supera em cerca de 900 GWh o recorde alcançado em 2025. Só em junho, o consumo de eletricidade aumentou 3% em termos homólogos, ou 2,5% após correção dos efeitos da temperatura e do número de dias úteis. 

Durante este período, as energias renováveis asseguraram 71% do consumo de eletricidade, com a produção hidroelétrica a representar 29%, a eólica 26%, a solar fotovoltaica 11% e a biomassa 5%. Já o gás natural respondeu por 14% do consumo, enquanto os restantes 15% resultaram do saldo importador de eletricidade. 

No total do primeiro semestre, o índice de produtibilidade hidroelétrica registou 1,19, enquanto o de produtibilidade eólica atingiu 1,03 e o de produtibilidade solar 0,79. 

De acordo com a REN, durante o mês de junho, as condições foram desfavoráveis para a produção hidroelétrica, com o índice de produtibilidade a não ultrapassar os 0,54. Ainda assim, os armazenamentos mantiveram-se elevados.

Nas eólicas atingiu-se um índice de produtibilidade de 1,08, enquanto nas solares o índice se situou em 0,93. Na produção solar atingiu-se o pico mais elevado de sempre com cerca de 3.800 MW, registados no dia 29 de junho. No conjunto, a produção renovável abasteceu 55% do consumo, a produção não renovável 12% e a energia importada os restantes 33%.

Junho marcou ainda uma quebra homóloga de 9% no mercado de gás natural, por efeito da contração de 33% no segmento de produção de energia elétrica. Já no segmento convencional, que abrange os restantes consumidores, registou-se este mês uma evolução homóloga positiva de 5%.

No mesmo mês, o terminal de GNL de Sines abasteceu integralmente o sistema nacional, com origem na Nigéria, 55%, EUA, 29% e Rússia, 16%.

No conjunto dos primeiros seis meses, o consumo acumulado anual de gás natural registou um aumento global de 6,1%, resultado do comportamento positivo tanto do mercado elétrico (com um crescimento de 21%), como no convencional (subida marginal de 0,3%). Nigéria e Estados Unidos mantêm-se como principais origens do gás consumido em Portugal, representando 56% e 33% do total, respetivamente. 

Além disso, 8% do gás teve origem na Rússia, enquanto os restantes 7% entraram através da interligação por gasoduto com Espanha.

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