3 min leitura
Água para reutilização pode chegar aos 10% até 2030, admite ministra
Executivo admite metas para aumentar o uso de água reutilizada e reforço de investimentos em resposta à pressão agrícola e à maior frequência de fenómenos extremos, como secas e cheias.
24 Abr 2026 - 17:19
3 min leitura
Foto: Pixabay
- PS exige avaliação ambiental a prospeção mineral em Anadia
- Água para reutilização pode chegar aos 10% até 2030, admite ministra
- Líderes europeus reforçam aposta nas energias renováveis e nuclear
- Governo cria grupo para acompanhar dessalinizadora do Algarve e limita uso a situações de escassez
- Comissão Europeia lança revisão da estratégia para a aviação face a custos elevados
- Governo quer apostar no biometano e no armazenamento para reforçar sistema energético nacional
Foto: Pixabay
O Governo pretende aumentar a reutilização de águas residuais tratadas em Portugal, passando dos atuais cerca de 2% para 10% até 2030, com uma meta indicativa de 15% a 20% até 2040. A percentagem foi destacada pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, no debate setorial no Parlamento, em resposta ao deputado Pedro Vaz, no âmbito das propostas da bancada socialista.
“A água para reutilização precisa de investimento”, reiterava o deputado, ao falar não só da questão monetária, mas também jurídica. Pedro Vaz abordou diretamente a ministra: “O governo está disponível para rever este regime jurídico com o PS”?
Maria da Graça Carvalho defendeu a água como uma das áreas prioritárias da ação governativa, principalmente devido à necessidade de preparar o país para fenómenos extremos mais frequentes, como secas e cheias. Além disso, a agricultura representa cerca de 70% do consumo total de água no país. O deputado socialista recordou que este peso torna o setor agrícola decisivo para qualquer avanço na reutilização, sendo apontado como o principal destinatário potencial da água tratada.
A reutilização de águas residuais tratadas é ideal para rega agrícola ou paisagística, lavagem de ruas, indústria e sistemas de refrigeração.
No plano territorial, o Governo garante continuidade de investimentos no Alentejo, incluindo a execução de obras associadas à barragem do Pisão, e admite a construção de novas barragens em zonas de maior vulnerabilidade hídrica. A estratégia inclui ainda um programa de restauro de rios e a digitalização dos ciclos da água, com o objetivo de melhorar o controlo, eficiência e planeamento dos recursos.
Outra dimensão destacada é a proteção costeira, sobretudo depois das tempestades que assolaram a região este ano. A ministra referiu a existência de 130 obras identificadas no litoral, das quais 86 deverão estar concluídas antes da próxima época balnear. O objetivo é reduzir o impacto da erosão costeira e reforçar a proteção de zonas habitadas.
A política de água integra-se, segundo o Governo, numa abordagem mais ampla de adaptação às alterações climáticas, que inclui também a gestão de cheias e a resiliência das infraestruturas. Nesse contexto, foi ainda anunciada a intensão de expandir a campanha “Safe Water” (que atua agora no Algarve) a nível nacional.
- PS exige avaliação ambiental a prospeção mineral em Anadia
- Água para reutilização pode chegar aos 10% até 2030, admite ministra
- Líderes europeus reforçam aposta nas energias renováveis e nuclear
- Governo cria grupo para acompanhar dessalinizadora do Algarve e limita uso a situações de escassez
- Comissão Europeia lança revisão da estratégia para a aviação face a custos elevados
- Governo quer apostar no biometano e no armazenamento para reforçar sistema energético nacional