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Governo quer apostar no biometano e no armazenamento para reforçar sistema energético nacional
Ministra do Ambiente promete “grande programa” para combustíveis renováveis e maior armazenamento com base em baterias e soluções hídricas. “O caminho é diversificar”, afirmou no debate setorial desta sexta-feira.
24 Abr 2026 - 15:10
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Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia | Foto: LinkedIn
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Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia | Foto: LinkedIn
A ministra do Ambiente e Energia, durante o debate setorial no Parlamento, prometeu apresentar um Plano de Ação para o Biometano e novas estratégias para armazenamento, incluindo baterias e soluções hídricas. Maria da Graça Carvalho vai fazer um ponto de situação da execução do plano ainda nesta tarde, durante a apresentação oficial das novas medidas para um mercado de biometano português.
A aposta surge num momento em que Portugal já apresenta uma elevada incorporação de energias renováveis, superior a 70% na eletricidade, mas continua dependente de fatores como a intermitência da produção e a capacidade limitada de armazenar energia.
“O caminho é diversificar”, afirmou a ministra, apontando também para o reforço de outras fontes, como a biomassa e a geotermia, bem como para o desenvolvimento de gases renováveis. O biometano, em particular, é visto como uma alternativa ao gás natural fóssil, com potencial de integração nas infraestruturas existentes.
O reforço do armazenamento é, por sua vez, uma resposta direta a uma das principais vulnerabilidades do sistema elétrico, evidenciada em momentos de maior pressão, como o apagão ibérico de 2025. Questionada pela Iniciativa Liberal sobre o incidente, a ministra reconheceu a complexidade técnica da gestão da rede, defendendo soluções que aumentem a resiliência.
Entre essas soluções está também o investimento em armazenamento hídrico, que o Governo quer intensificar já no próximo ano, a par da expansão de redes e da criação de zonas de aceleração para energias renováveis. A ministra referiu ainda que herdou “obras paradas”, como a barragem do Pisão, e que a prioridade atual é executar os investimentos já previstos, nomeadamente ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência.
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