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Seis províncias da Andaluzia atingem 100% da capacidade elétrica e travam novos projetos
Rede elétrica saturada pode pôr em causa novos investimentos energéticos na região.
12 Jun 2026 - 11:04
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Foto: Adobe stock/InfiniteFlow
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Seis províncias da região da Andaluzia, no sul de Espanha, já atingiram o limite máximo da sua capacidade elétrica disponível, o que significa que a rede não consegue aceitar novos projetos de consumo ou produção de energia, segundo dados divulgados pelo jornal El Economista nesta sexta-feira.
A situação está a criar um bloqueio significativo ao desenvolvimento económico da região, especialmente para projetos de grande dimensão como centros de dados, parques industriais e novas instalações de energia renovável, que dependem da ligação à rede elétrica para avançar.
O problema ter-se-á agravado nos últimos meses. Segundo dados da Red Eléctrica relativos a 2025, 92,8% dos nós da rede elétrica da Andaluzia já operavam no limite da sua capacidade, mas apenas Almería e Málaga tinham atingido os 100%. Jaén registava-se nos 99%, Huelva nos 92%, Sevilha e Cádiz nos 93% e Córdoba nos 84%. Granada, com 68%, ainda tinha alguma margem de manobra.
De acordo com a mesma fonte, a infraestrutura elétrica encontra-se praticamente saturada, o que obriga operadores e empresas a procurar “resquícios” de capacidade na rede, para conseguir viabilizar novos projetos.
Especialistas alertam que esta saturação não significa falta de eletricidade para consumo atual, mas sim a incapacidade da rede para aceitar nova procura de grande escala, o que pode atrasar investimentos e afetar a competitividade da região no setor energético e industrial.
Segundo o jornal, o Governo da Andaluzia, sem competência direta na matéria, já admitiu que a situação é preocupante, uma vez que já levou à perda de investimentos importantes, como um centro de dados de 1 mil milhão de euros que saiu de Málaga para Aragão, e à paragem de construção de cerca de 16 mil habitações na cidade.
De salientar que a Andaluzia é uma das regiões espanholas com maior crescimento de projetos renováveis, o que tem acelerado a pressão sobre a infraestrutura elétrica existente.
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