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Ministro da agricultura: Água é “o petróleo que não sabemos utilizar”
José Manuel Fernandes defende que é preciso gerir a água de modo a que em épocas de excesso seja possível armazenar, sem causar cheias, e, durante a seca, ter água em quantidade suficiente para as necessidades.
09 Mar 2026 - 18:45
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José Manuel Fernandes / Facebook
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José Manuel Fernandes / Facebook
A água é “o petróleo que não sabemos utilizar”, afirmou nesta segunda-feira o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, lembrando que Portugal vai sofrer períodos de seca e que é preciso gerir este recurso.
“Às vezes, parece que nos esquecemos que temos um petróleo que não sabemos utilizar, que é a água”, afirmou o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, em Lisboa, numa iniciativa da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), que assinala o primeiro ano da Estratégia Água que Une.
O governante disse que, neste momento, Portugal tem água em excesso, devido ao mau tempo que se fez sentir, mas avisou que vão existir períodos de seca. Assim, vincou ser necessário poupar este recurso, de modo a que em épocas de excesso seja possível armazenar, sem causar cheias, e, durante a seca, ter água em quantidade suficiente para as necessidades.
José Manuel Fernandes sublinhou que a Água que Une é compromisso do Governo e uma das suas 10 prioridades. Para o ministro, esta estratégia é também competitividade, dando como exemplo o Alqueva, que gera 330 milhões de euros por ano.
“Estamos a falar de um investimento com retorno. Se não fizermos, teremos um custo enorme”, insistiu, acrescentando que esta estratégia é ainda sustentabilidade ambiental e proteção civil, nomeadamente, em períodos de cheias.
O antigo eurodeputado admitiu que o Governo quer acelerar esta estratégia, apesar dos entraves, como a burocracia, e mostrou-se disponível para, daqui a um ano, regressar à sede da CAP para prestar contas quanto à execução da estratégia.
A estratégia “Água que Une” conta com quase 300 medidas para a gestão eficiente dos recursos hídricos, algumas das quais a implementar até 2050, como a construção de novas barragens, a redução de perdas nos diferentes sistemas e a interligação de bacias hidrográficas.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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