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Moçambique estima faturar mais de 12.200 ME com futura hidrolétrica de Mphanda Nkuwa
Segundo o Governo de Moçambique, o projeto hidroelétrico continua a mobilizar forte interesse de instituições financeiras internacionais e de parceiros estratégicos, criando condições para o fecho financeiro e para a entrada na fase de construção.
29 Jul 2026 - 17:24
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Foto: Magnific
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O Governo moçambicano estimou nesta quarta-feira em 13,98 mil milhões de dólares (12.271 milhões de euros) as receitas a gerar pela futura hidroelétrica de Mphanda Nkuwa, cuja fase de construção prevê criar cerca de 7.000 empregos.
Os dados constam de um comunicado do Gabinete de Informação (Gabinfo) de Moçambique, segundo o qual o cronograma de implementação da infraestrutura prevê a conclusão da fase de desenvolvimento até 2028, o arranque da construção em 2029 e a entrada em operação comercial a partir de 2034.
“Durante a fase de construção, o projeto deverá gerar entre 6.000 e 7.000 postos de trabalho diretos, enquanto as receitas públicas projetadas ascendem a cerca de 13,98 mil milhões de dólares, provenientes de impostos, taxas e dividendos ao longo da vida útil do empreendimento”, refere-se no comunicado.
Segundo o Governo, o projeto continua a mobilizar forte interesse de instituições financeiras internacionais e de parceiros estratégicos, criando condições para o fecho financeiro e para a entrada na fase de construção, apesar das alterações na composição do consórcio privado, que, assegura, não comprometem o desenvolvimento do empreendimento nem o calendário previsto.
Entre os principais marcos alcançados desde a conceção do projeto figura a conclusão do estudo de viabilidade da linha de transporte de energia Tete-Maputo, considerada estratégica para abastecer os principais centros de consumo, reforçar a segurança energética nacional e aumentar a capacidade de exportação de eletricidade para a região, adianta-se no comunicado.
O projeto de Mphanda Nkuwa integra a estratégia de Moçambique para expandir a produção de energia elétrica, prevendo a construção de uma central hidroelétrica a 61 quilómetros a jusante da Hidroelétrica de Cahora Bassa.
Segundo dados atualizados do Governo, o empreendimento representa um investimento estimado entre seis e sete mil milhões de dólares e contempla uma central com capacidade instalada de 1.500 megawatts (MW), bem como uma linha de transporte de energia em alta tensão com cerca de 1.300 quilómetros entre Tete, no centro do país, e Maputo, no sul.
Em 08 de julho de 2025, o Governo moçambicano autorizou as estatais Eletricidade de Moçambique (EDM) e Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) a adquirirem até 15% cada do capital social da futura central, quando o projeto global estava avaliado em cerca de 4,5 mil milhões de euros.
Integram ainda a estrutura acionista um consórcio liderado pela francesa EDF, que assinou em dezembro de 2023 acordos com o Governo moçambicano para a implementação do projeto.
Além da EDF, o consórcio internacional inclui a francesa TotalEnergies e a japonesa Sumitomo Corporation, que detinham conjuntamente 70% da hidroelétrica.
Em dezembro de 2025, o Reino Unido anunciou a disponibilização de cerca de 424 mil euros para reforçar a assistência técnica ao desenvolvimento do projeto.
Antes, em outubro de 2025, o Governo aprovou o decreto que atribui a concessão do empreendimento hidroelétrico ao consórcio responsável pela conceção, construção e operação da futura central.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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