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Moçambique pede debate urgente sobre seguros agrícolas face ao impacto das alterações climáticas

Presidente do ISSM quer seguros a intervir cada vez mais em megaprojetos, como o de exploração de gás. Reguladores de seguradoras de Moçambique e de Angola vão realizar formação conjunta de quadros e avançar com mecanismos de assistência técnica.

18 Set 2025 - 15:29

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Foto: Adobe Stock

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A presidente do Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM) pediu, nesta quinta-feira, urgência na discussão dos seguros paramétricos e agrícolas, referindo que deve ser uma prioridade política face ao impacto das mudanças climáticas.

“Em 2025 um novo risco sistémico se impõe: as mudanças climáticas. Para Moçambique este é um tema de extrema urgência e a necessidade de seguros paramétricos [de índices climáticos] e agrícolas tende a deixar de ser um discurso académico para se tornar uma prioridade política”, disse a presidente do ISSM, Esther José, em Maputo, na abertura da 29.ª Conferência Anual da Associação de Supervisores de Seguros Lusófonos (ASEL).

Na conferência, que vai decorrer até terça-feira e que junta oito jurisdições da lusofonia e Macau para debater regulação, tecnologia e os novos riscos no setor segurador, a responsável do regulador moçambicano apontou para a evolução da agenda da ASEL nos últimos dez anos, tendo atualmente foco nos impactos da digitalização e da inteligência artificial.

“A inteligência artificial revela ser uma força transformadora que tende a redefinir a subscrição de riscos e a gestão de sinistros, trazendo novos desafios regulatórios (…) O desafio é agora aliar-se à tecnologia para criar produtos personalizados e acessíveis, garantindo que o consumidor os utilize de forma consciente”, acrescentou.

Esther José afirmou querer os seguros a intervir cada vez mais nos megaprojetos, como o de exploração de gás, que estão em curso em Moçambique.

A presidente do ISSM assumiu na quarta-feira a presidência rotativa da Associação de Supervisores de Seguros Lusófonos, num mandato de um ano.

Segundo a organização, a conferência da ASEL deverá discutir mecanismos de cooperação entre reguladores, reforço de capacidades técnicas e a necessidade de respostas coordenadas para riscos sistémicos que afetam as economias lusófonas.

No âmbito desta conferência, os reguladores de seguradoras de Moçambique e de Angola vão realizar formação conjunta de quadros e avançar com mecanismos de assistência técnica, para participarem em grandes projetos nos dois países, conforme protocolo de cooperação assinado na segunda-feira, em Maputo.

Através deste protocolo, a Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (Arseg) e o ISSM “reforçam o compromisso de intensificar o intercâmbio de informação técnica e regulatória, promover a formação conjunta e a capacitação dos seus quadros e desenvolver mecanismos de assistência técnica mútua em domínios como a supervisão, a governação corporativa e os sistemas de informação”, disse na segunda-feira Esther José.

A responsável do ISSM sublinhou, naquela data, que os dois países africanos de língua portuguesa partilham o desafio de aprofundar a penetração dos seguros e pensões, destacando que a assinatura deste protocolo coloca os mercados de Moçambique e Angola perante “o imperativo estratégico de desenvolver o conteúdo local e garantir que o mercado segurador nacional tenha capacidade de participar ativamente na gestão dos riscos dos grandes projetos”.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

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