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Moeve assina parceria para instalar novas centrais de biometano em Espanha

Cada instalação deverá permitir redução de 14.600 toneladas de CO2 por ano. Acordo com a Pretium Renovables vai centrar-se na Andaluzia.

05 Jan 2026 - 13:02

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No meio: Laureano Parrilla, diretor da Pretium Renovables, e Adrien Souchet, diretor de Biometano da Moeve | Foto: Moeve

No meio: Laureano Parrilla, diretor da Pretium Renovables, e Adrien Souchet, diretor de Biometano da Moeve | Foto: Moeve

Para instalar entre quatro e seis centrais de biometano em Espanha, a Moeve assinou uma parceria com a Pretium Renovables. Para cada instalação estima-se uma capacidade de 60 GWh anuais, bem como a redução de 14.600 toneladas de CO2, o que equivale às emissões geradas por mais de 11 mil famílias consumidoras de gás natural. A prioridade será dada à região da Andaluzia.

“Este acordo com a Pretium Renovables reforça o nosso ecossistema de parcerias estratégicas e permite-nos continuar a avançar no desenvolvimento do biometano como parte da nossa estratégia Positive Motion”, realça o diretor de Biometano da Moeve.

Adrien Souchet adianta que “trabalhar com parceiros especializados permitirá acelerar a implantação deste gás renovável e facilitará também a implementação de projetos de descarbonização em regiões de elevado potencial, como a Andaluzia, contribuindo para o desenvolvimento económico e social das zonas rurais”.

Por sua vez, o diretor da Pretium Renovables, Laureano Parrilla, sublinha: “Com esta parceria, estamos a dar um passo decisivo para acelerar a transição energética e posicionar a Andaluzia como uma região líder em gases renováveis”.

O projeto integra-se no roteiro de biometano da Moeve, que já inclui parceiros como o ID Energy Group, a Kira Ventures, a PreZero e a InproEner.

A empresa energética espanhola promete utilizar o biometano para substituir o gás natural convencional, a fim de reduzir as emissões de carbono derivadas dos parques energéticos e das fábricas químicas da marca.

O recurso a esta alternativa renovável poderá contribuir para o avanço da estratégia de descarbonização da Moeve, que ambiciona reduzir as suas emissões de CO2 em 55% até 2030, face aos números de 2019. Além disso, vai de encontro ao plano da marca de gerar 4 TWh de biometano também até ao final da década.

Segundo a empresa, o biometano reduz em 90% as emissões quando comparado ao gás natural convencional e é fácil de integrar nas infraestruturas pré-existentes. “A sua versatilidade permite tanto o armazenamento como a injeção direta na rede de transporte de gás”, esclarece.

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