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Moeve diz que preço do gás impulsiona hidrogénio verde e avança com projeto de mil ME
A empresa aprovou, em março, o projeto Onuba que envolve um investimento superior a mil milhões de euros (1,15 mil milhões de dólares), incluindo mais de 300 milhões de euros em subsídios da União Europeia.
17 Set 2026 - 16:04
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Foto Moeve
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Foto Moeve
A energética espanhola Moeve vai avançar com um dos maiores projetos de hidrogénio verde da Europa, impulsionada pela perturbação dos mercados energéticos, provocada pela guerra no Médio Oriente.
De acordo com informações do presidente executivo da Moeve, Maarten Wetselaa, à Reuters, a empresa aprovou, em março, o projeto Onuba, que envolve um investimento superior a mil milhões de euros (1,15 mil milhões de dólares), incluindo mais de 300 milhões de euros em subsídios da União Europeia.
Esta é a primeira fase do projeto, que a longo prazo deverá atingir uma capacidade de eletrólise de 2 GW.
A Moeve detém atualmente uma participação de 51% no Onuba, sendo o restante capital detido por investidores como a empresa francesa Hy24 e a espanhola COFIDES.
“Neste momento, o hidrogénio verde é competitivo com o hidrogénio cinzento porque o preço do gás natural está muito elevado”, afirma Maarten Wetselaar, à Reuters. “O interesse pelas moléculas verdes em geral e pelo hidrogénio verde em particular aumentou bastante”, acrescenta.
O hidrogénio verde é produzido através de energia renovável, enquanto o hidrogénio convencional é produzido a partir de gás natural. Segundo a Reuters, os projetos de hidrogénio verde em todo o mundo têm enfrentado dificuldades em encontrar clientes, uma vez que continuam a ser mais caros do que o hidrogénio produzido a partir de gás natural.
Além disso, a Moeve está também ainda a construir uma unidade de biocombustíveis, que deverá iniciar a produção no próximo ano, elevando o investimento total realizado até agora para 2,4 mil milhões de euros.
A Moeve e a portuguesa Galp estão em negociações desde janeiro para combinar os seus negócios de refinação, produtos químicos e comercialização de combustíveis. Neste sentido, Maarten Wetselaar diz esperar que seja alcançado um acordo até ao final do ano e considera que a operação obterá “todas as aprovações necessárias”.
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