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Moeve avança com projeto de hidrogénio verde na Andaluzia no valor de €1 mil milhões

Energética espanhola aposta em megaprojeto apoiado por fundos europeus e com a ambição de criar na Andaluzia um dos principais polos europeus de produção de hidrogénio verde. Produção deverá ter início em 2029.

02 Mar 2026 - 16:31

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Foto: Freepik

Foto: Freepik

A espanhola Moeve anunciou um investimento superior a €1 mil milhões na primeira fase do Vale Andaluz do Hidrogénio Verde, um dos mais ambiciosos projetos europeus de produção de hidrogénio renovável.

A iniciativa, segundo avança nesta segunda-feira o Financial Times, prevê a instalação de um eletrolisador de 300 MW, alimentado por nova capacidade solar e eólica, e conta com mais de €300 milhões em subsídios da União Europeia.

A empresa, anteriormente conhecida como Cepsa, afirmou ter garantido na semana passada uma ligação à rede elétrica espanhola, ultrapassando um obstáculo fundamental para novos projetos industriais. Participada maioritariamente pela Mubadala e pela Carlyle, estima que a produção tenha início em 2029.

O projeto surge num momento em que o setor do hidrogénio verde enfrenta dificuldades, com vários investimentos adiados ou cancelados devido aos custos elevados e à incerteza da procura. Ainda assim, a administração da Moeve sustenta que a aposta está alinhada com os objetivos europeus de descarbonização e com a estratégia de longo prazo para a transição energética.

Numa fase posterior, a capacidade poderá atingir 2 GW, colocando a Andaluzia entre os principais polos europeus de produção de hidrogénio verde.

Nesta segunda-feira, a Moeve anunciou que quadruplicou os lucros para 341 milhões de euros em 2025.

Recorde-se que a Moeve está num processo de fusão de ativos com a Galp, esperando a empresa portuguesa de ver o negócio concluído em meados de 2026.

O acordo em discussão com a antiga Cepsa prevê a criação de duas plataformas empresariais separadas: uma dedicada ao retalho de combustíveis e mobilidade, que reunirá as redes de postos de abastecimento e será co-controlada pela Galp e pela Moeve, e uma plataforma industrial, focada em refinação, petroquímica, ‘trading’ e combustíveis de baixo carbono (como biocombustíveis e hidrogénio).

De salientar que, no passado mês de janeiro, a Galp concluiu a instalação do último dos dez módulos de eletrólise de 10MW da nova unidade de produção de hidrogénio verde em construção em Sines, que deverá entrar em funcionamento no segundo semestre.

A empresa portuguesa também pretende construir um parque eólico no litoral alentejano, para garantir o fornecimento da energia elétrica renovável necessária à produção e armazenamento de hidrogénio verde na unidade da empresa em Sines.

 

 

 

 

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