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Moeve quase quadruplica lucro para 341 milhões de euros em 2025
Também nesta segunda-feira, a Galp disse que espera concluir em meados de 2026 o acordo final com a Moeve para combinar os negócios de refinação e comercialização na Península Ibérica.
02 Mar 2026 - 15:49
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Foto: Moeve
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Foto: Moeve
A Moeve (antiga Cepsa) obteve um lucro de 341 milhões de euros em 2025, quase quadruplicando os 92 milhões ganhos um ano antes, graças ao aumento das receitas da sua divisão de energia. Segundo informou nesta segunda-feira a empresa, o lucro líquido ajustado, atingiu 686 milhões de euros, um aumento de 54%, enquanto o resultado antes de lucros, juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) ajustado reduziu-se em 9%, fixando-se em 1.685 milhões.
Os investimentos realizados no último exercício totalizaram 1.151 milhões de euros, dos quais 55% foram destinados a projetos de transição energética, principalmente em Espanha. Destaque para a nova fábrica de biocombustíveis de segunda geração (2G) de Huelva, na qual foram investidos quase 300 milhões de euros (em conjunto com a Exolum) e da qual já foram construídos mais de 50%.
A fábrica produzirá combustível sustentável para aviação (SAF) e diesel renovável (HVO) e será o maior complexo deste tipo de biocombustíveis do sul da Europa. O capex (despesas de capital) baixou para 1.151 milhões de euros, face aos 1.293 milhões do exercício anterior, após o aumento dos investimentos na transição energética para os referidos 55%.
Além disso, a empresa encerrou o ano com uma dívida líquida de 2.362 milhões de euros, em linha com 2024, e com uma posição de liquidez de 5.493 milhões de euros, suficiente para cobrir os vencimentos da dívida até ao final de 2030 e para executar a sua estratégia de transformação, explica no comunicado.
Por divisões, a energia manteve o seu EBITDA ajustado “praticamente estável”, em 1.400 milhões de euros, com margens de refinação de 7,9 dólares por barril em média (frente aos 7 dólares de 2024) e uma taxa de utilização de refinação de 90% (92% em 2024), o que reflete “o impacto do apagão de abril em Espanha”, segundo explica a empresa.
Por outro lado, a divisão de química registou um EBITDA ajustado de 181 milhões, 29% menos do que no ano anterior, com vendas de produtos ligeiramente inferiores às de 2024. A divisão de exploração e produção também viu o seu EBITDA ajustado cair para 259 milhões de euros, devido à queda do preço do petróleo bruto e às menores vendas e produção relacionadas com a venda de ativos em 2024.
Em janeiro, a Moeve e a Galp anunciaram um acordo não vinculativo para “avançar nas suas conversações sobre a possível integração dos seus negócios a jusante”, com o objetivo de criar “duas plataformas europeias líderes em energia e mobilidade”.
Nesta segunda-feira, a Galp disse que espera concluir em meados de 2026 o acordo final com a Moeve para combinar os negócios de refinação e comercialização na Península Ibérica, processo que ainda depende de negociações finais e de autorizações regulatórias.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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