3 min leitura
Mota-Engil Ambiente e Energia garante financiamento de 25 ME para cinco unidades de biometano
Em conjunto, as cinco instalações terão capacidade para produzir até 170 GWh de biometano por ano, a partir da valorização de cerca de 600 mil toneladas anuais de resíduos urbanos biodegradáveis. O projeto é financiado pelo Banco Crédito Agrícola.
01 Set 2026 - 17:08
3 min leitura
Foto: Mota-Engil Ambiente e Energia
- Mota-Engil Ambiente e Energia garante financiamento de 25 ME para cinco unidades de biometano
- Repsol recebe licença para operar duas fábricas de polímeros recicláveis em Sines
- Portugal entre os primeiros países da UE a entregar Plano de Restauro da Natureza
- Teresa Pinto Correia mantém-se na Missão Solo da UE
- Administração Trump processada pela aprovação de pesticida classificado como PFAS
- Águas do Alto Alentejo apresentou candidaturas de 9,4 milhões para renovar redes desde janeiro
Foto: Mota-Engil Ambiente e Energia
A Mota-Engil Ambiente e Energia assegurou um investimento de 25 milhões de euros para construir cinco unidades de produção de biometano renovável em Portugal, que deverão entrar em funcionamento até ao final de 2026.
O projeto, financiado pelo Crédito Agrícola, prevê a instalação das cinco unidades em Coimbra e Aveiro, através da ERSUC, em Leiria, na Valorlis, no Seixal, na Amarsul, e na Amadora, na Valorsul.
Em conjunto, as cinco instalações terão capacidade para produzir até 170 GWh de biometano por ano, a partir da valorização de cerca de 600 mil toneladas anuais de resíduos urbanos biodegradáveis.
O projeto permitirá transformar aproximadamente 20,3 milhões de metros cúbicos de biogás por ano em biometano com qualidade para injeção na Rede Nacional de Gás, constituindo a primeira injeção deste gás renovável em escala na infraestrutura nacional.
A iniciativa é apoiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e, por ano, deverá evitar a emissão de cerca de 50 mil toneladas de CO₂ equivalente, através da valorização do metano proveniente da fração orgânica dos resíduos urbanos e da redução da utilização de gás natural de origem fóssil.
“Este projeto constitui um marco relevante para a produção de gases renováveis em Portugal, permitindo transformar resíduos urbanos em energia limpa e reforçando o contributo da Mota-Engil Ambiente e Energia para a descarbonização da economia e para a segurança energética do país”, afirma Hugo Pereira, CEO da Mota-Engil Ambiente e Energia.
Já o responsável do Crédito Agrícola, banco responsável por financiar o projeto, destaca o papel do setor financeiro na promoção de investimentos sustentáveis e na aceleração da transição energética. “O Crédito Agrícola considera que a transição para uma economia mais sustentável exige visão de longo prazo, investimento e colaboração entre diferentes agentes económicos. Esta operação traduz esse compromisso, ao apoiar um projeto que contribui para a descarbonização, para a valorização de recursos e para o reforço da autonomia, segurança e resiliência energética”, afirma Rodolfo Varela Pinto, Administrador do Banco.
A Mota-Engil Ambiente e Energia encontra-se ainda a desenvolver uma segunda vaga de cinco projetos de produção de biometano, prevista para o período entre 2027 e 2030. O objetivo é atingir uma capacidade de produção próxima dos 500 GWh anuais.
- Mota-Engil Ambiente e Energia garante financiamento de 25 ME para cinco unidades de biometano
- Repsol recebe licença para operar duas fábricas de polímeros recicláveis em Sines
- Portugal entre os primeiros países da UE a entregar Plano de Restauro da Natureza
- Teresa Pinto Correia mantém-se na Missão Solo da UE
- Administração Trump processada pela aprovação de pesticida classificado como PFAS
- Águas do Alto Alentejo apresentou candidaturas de 9,4 milhões para renovar redes desde janeiro