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Mota-Engil instala cinco unidades de biometano até ao final de 2026
Projeto a partir de resíduos urbanos vai permitir converter biogás em biometano para injeção na rede nacional de gás. Investimento está avaliado em 25 milhões de euros e terá capacidade para abastecer cerca de 50 mil famílias.
27 Mai 2026 - 07:39
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A Mota-Engil vai instalar cinco unidades de produção de biometano até ao final de 2026, num investimento de 25 milhões de euros, com o objetivo de converter biogás proveniente de resíduos urbanos em biometano para injeção na rede nacional de gás.
O projeto, apresentado nesta terça-feira pela Mota-Engil Ambiente e Energia, em Coimbra, prevê a valorização anual de cerca de 600 mil toneladas de resíduos biodegradáveis.
A iniciativa conta com apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e marca a primeira injeção de biometano à escala industrial na rede nacional de gás em Portugal, segundo a empresa informa em comunicado.
As cinco infraestruturas serão instaladas em unidades de tratamento de resíduos já existentes em Aveiro, Coimbra, Leiria, Seixal e Amadora. Segundo a empresa, o projeto permitirá produzir anualmente cerca de 170 GWh de energia renovável sob a forma de biometano, volume suficiente para abastecer aproximadamente 50 mil famílias. Evitará também a emissão de aproximadamente 50 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano.
“Trata-se de uma mudança estrutural na forma como o biogás gerado a partir da fração orgânica dos resíduos é valorizado em Portugal, estimando-se um volume anual de biogás valorizado de cerca de 20,3 milhões de metros cúbicos”, refere a empresa em comunicado.
Para Hugo Pereira, CEO da Mota-Engil Ambiente e Energia, “o início da primeira unidade de biometano em Portugal marca um momento histórico para o setor e para o país”.
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