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Mundo nuclear reforça parceria global para elevar padrões de segurança
Associação Nuclear Mundial e Instituto Mundial para a Segurança Nuclear assinam acordo para fortalecer a segurança num setor em rápida expansão.
08 Dez 2025 - 14:00
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Sama Bilbao y León (WNA) e Lars van Dassen (WINS) a assinarem o Memorando de Entendimento | Foto: LinkedIn
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Sama Bilbao y León (WNA) e Lars van Dassen (WINS) a assinarem o Memorando de Entendimento | Foto: LinkedIn
A Associação Nuclear Mundial – WNA e o Instituto Mundial para a Segurança Nuclear – WINS formalizaram um Memorando de Entendimento que reforça a cooperação em áreas-chave de segurança no uso da energia e tecnologia nuclear. O objetivo é consolidar a confiança pública e preparar a indústria para uma expansão acelerada da capacidade nuclear nas próximas décadas.
A parceria reúne a experiência das duas organizações para enfrentar desafios como novas ameaças, cibersegurança, proteção da cadeia de abastecimento e mitigação de riscos internos. À imprensa, as entidades explicam que o acordo inclui ainda programas conjuntos de formação, capacitação, ‘benchmarking’ e iniciativas de diversidade e inclusão.
Para Sama Bilbao y León, diretora-geral da WNA, este entendimento chega num momento crítico: “À medida que a indústria nuclear global trabalha para pelo menos triplicar a capacidade nuclear global até 2050, reconhecemos que essa expansão deve ser alcançada de forma responsável. A nossa colaboração com a WINS reforça o nosso compromisso comum com a troca de informações para facilitar uma maior sensibilização e compreensão da segurança nuclear”.
O diretor executivo do WINS, Lars van Dassen, sublinha que a segurança deve acompanhar cada passo do crescimento do setor e que esta colaboração ajudará “a promover o compromisso comum com a cultura de segurança e a garantir uma força de trabalho equipada para compreender a segurança nuclear”. Além disso, prometem focar-se tanto na indústria nuclear, comos nos exportadores, clientes e comunicações do setor.
O memorando define um programa conjunto de investigação, eventos e troca de conhecimento destinado a consolidar uma comunidade global de profissionais de segurança nuclear e a acelerar projetos que permitam atingir a meta de triplicar a capacidade sem comprometer a proteção.
A iniciativa de triplicar a capacidade nuclear mundial até 2050, lançada em 2023, tem recebido cada vez mais apoiantes. Até agora, 33 países endossaram a declaração, entre os quais França, Japão, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, EUA e Reino Unido. Mais de 140 empresas do setor e 16 grandes instituições financeiras também já aderiram à meta. O movimento conta ainda com o apoio de grandes consumidores de energia, refletindo “um amplo apoio em todo o ecossistema energético”, segundo as entidades responsáveis pelo memorando.
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