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O novo perfil procurado em sustentabilidade tem não só competências técnicas, mas também de gestão e estratégia
O mercado de trabalho de sustentabilidade, antes composto maioritariamente por perfis técnicos e especializados, procura agora profissionais capazes de integrar dimensões operacionais e estratégicas para responder à crescente complexidade dos desafios de sustentabilidade nas organizações. Por Gabriela Maciel, project manager da Green Gen Escola de Sustentabilidade
13 Mai 2026 - 06:14
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Gabriela Maciel, project manager da Green Gen Escola de Sustentabilidade
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Gabriela Maciel, project manager da Green Gen Escola de Sustentabilidade
A procura por profissionais de sustentabilidade tem vindo a crescer de forma consistente nas últimas décadas, mas os dados revelam novas tendências e uma multiplicidade de necessidades e respostas que são fruto da evolução de maturidade do setor.
Se anteriormente a sustentabilidade respondia a necessidades previamente identificadas em indústrias específicas, atualmente é esperado que esteja presente numa fase anterior, e de forma mais ampla e transversal nas organizações. Os profissionais de sustentabilidade são chamados, por isso, não apenas a executar, mas a repensar e a questionar processos, necessidades, soluções, e a sair de uma posição mais técnica para ocupar lugares de gestão, relação com stakeholders, tomada de decisão e liderança.
No entanto, de acordo com a Michael Page, as organizações encontram-se atualmente com dificuldade em encontrar profissionais de sustentabilidade com estas competências híbridas. Pois entre as competências técnicas e estratégicas, existem as dores de crescimento que podem compreender não apenas a atualização de competências, como posicionamento e desenvolvimento relacional.
Por compreender em si a oportunidade de questionar e desencadear mudanças estruturais, a sustentabilidade é por isso uma verdadeira prova de fogo às organizações, organismos tradicionalmente com aversão à incerteza e ao risco, o que exige dos profissionais de sustentabilidade visão estratégica, capacidade de negociação e de adaptação.
Deste modo, as competências que garantem o salto de maturidade e senioridade exigido aos profissionais de sustentabilidade podem dividir-se em dois grandes grupos:
Pensamento analítico, pensamento estratégico, gestão de projetos e gestão do futuro (strategic foresight)
A capacidade de mobilizar departamentos, influenciar decisões e atingir resultados reside, incontornavelmente, na capacidade de gerir projetos, stakeholders, de propor ações com base em evidência, de construir business cases, de antecipar riscos e de desduplicar soluções para diferentes cenários futuros. Trabalhar em sustentabilidade implica questionar o status quo, mas compreender as idiossincrasias da realidade corporativa e atuar dentro dela, para ela e com ela. Propostas de sustentabilidade sem capacidade de implementação são ficheiros Excel que acabarão em arquivo.
Pensamento crítico, pensamento criativo, gestão da inovação e pensamento sistémico
Manter uma postura crítica construtiva, alavancada na criatividade e na inovação, é a estratégia que mais rapidamente conquistará adesão e desbloqueará recursos, nomeadamente se incluir em si as dores de outros departamentos e se se refletir em vantagem competitiva. É, por isso, exigido aos profissionais de sustentabilidade que conheçam o modelo de negócio de A a Z, assim como os seus stakeholders, e com base nesta visão sistémica consigam atuar como orquestradores, mas também como impulsionadores da inovação na organização.
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