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Oceântia fornece seis autocarros e sistema de carregamento do metrobus de Matosinhos por 6,7ME

O contrato com a empresa portuguesa, que deverá ser aprovado nesta quarta-feira, prevê o início para fornecimento dos autocarros no quarto trimestre de 2026, sendo que a última viatura deve ser entregue até 20 de dezembro de 2026.

01 Set 2026 - 18:04

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Foto: Metrobus Porto

Foto: Metrobus Porto

A empresa portuguesa Oceântia vai fornecer os seis autocarros e sistema de carregamento elétrico do metrobus de Matosinhos por 6,7 milhões de euros mais IVA, segundo uma proposta de adjudicação a que a Lusa teve acesso nesta terça-feira.

De acordo com a proposta, que vai a votação na reunião pública de quarta-feira da Câmara de Matosinhos, distrito do Porto, o início para fornecimento dos autocarros objeto do contrato “é o quarto trimestre de 2026, sendo que a última viatura deve ser entregue até 20 de dezembro de 2026”.

“O primeiro autocarro (protótipo) deverá ser entregue em novembro de 2026 e os restantes cinco até ao dia 20 do mês de dezembro de 2026”, sendo o prazo máximo para o fornecimento e instalação dos equipamentos de carregamento elétrico 30 de setembro.

É também referido que “o prazo máximo para o fornecimento da Componente II e IV (serviços de manutenção) é de 15 anos ou até que o fornecimento atinja o preço máximo do contrato consoante o que ocorrer em primeiro lugar”.

O total dos 6,7 milhões de euros mais IVA divide-se em 4,725 milhões de euros para os seis autocarros, 1,890 milhões de euros para a prestação de serviços de manutenção preventiva e corretiva pelo prazo de 15 anos, 50 mil euros para o equipamento de carregamento elétrico de oportunidade dos autocarros e 45 mil euros para a manutenção deste equipamento pelos mesmos 15 anos.

Em 27 de maio, a Câmara de Matosinhos lançou o concurso público para comprar seis autocarros elétricos para o metrobus, bem como o respetivo equipamento de carregamento, por 8,7 milhões de euros, pelo que o preço da adjudicação ficou abaixo.

O preço base de 8,74 milhões de euros dividia-se em 5,1 milhões para o fornecimento dos seis autocarros elétricos articulados, 3,465 milhões de euros para os serviços de manutenção preventiva e corretiva por 15 anos, 100 mil euros para o equipamento elétrico de carregamento e 81 mil euros para a manutenção desse equipamento, também durante 15 anos.

Os autocarros articulados deverão ter 18 metros de comprimento, sendo também requisitos uma velocidade máxima de 70 km/h, autonomia mínima de 170 quilómetros, e preparação para temperatura do ar ambiente entre -5º e 45ºC, e “deverão ter seis portas duplas, três de cada lado”.

A presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro (PS), admitiu em maio que o calendário inicial da empreitada, dezembro de 2026, teve alterações, algumas da iniciativa da própria autarquia, relacionadas, por exemplo, com o Rali de Portugal, com as festas do Senhor de Matosinhos ou até com condições climatéricas em fevereiro.

O metrobus terá 9,75 quilómetros, dos quais 1,2 na Maia, com 11 estações: Mercado, Senhor de Matosinhos, Exponor/Leça da Palmeira, Veloso Salgado/Centro de Investigação Inovação e Incubação da Universidade do Porto, MarShopping, Jomar, OPO City, Mário Brito, Aeroporto, Botica e Verdes.

Estão previstos interfaces com o Metro do Porto no Mercado, Senhor de Matosinhos, Botica e Verdes, tendo as paragens do metrobus cobertura integral.

O serviço terá uma velocidade média de 25 quilómetros por hora e perfis diferenciados de via, dividindo-se entre via dupla, via única bidirecional e inserção no trânsito banalizado, ou seja, não será um metrobus totalmente separado do restante tráfego.

Terá ainda uma “frequência de 15 minutos, quatro circulações por hora e por sentido, nas horas de ponta” e de 20 minutos “nos horários de menor procura”, com integração na rede tarifária Andante.

A empreitada custa 23 milhões de euros e é financiada pelo Fundo de Transição Justa (FTJ) no âmbito do encerramento da refinaria de Leça da Palmeira.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

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