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Plataforma BUPi tem 34% das propriedades georreferenciadas
Governo prorroga Estrutura de Missão para a Expansão do Sistema de Informação Cadastral Simplificado e define um novo modelo institucional para assegurar a continuidade do BUPi após conclusão dos investimentos do PRR.
29 Dez 2025 - 10:46
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Até novembro de 2025, mais de 469 mil cidadãos identificaram as suas propriedades através da plataforma BUPi (Balcão Único do Prédio), estando georreferenciadas mais de 3 milhões de propriedades, o que corresponde a 34% das 8,94 milhões de matrizes existentes nos 173 municípios que podem aderir ao BUPi.
A informação é revelada na resolução do Conselho de Ministros, publicada nesta segunda-feira, que prorroga até 31 de dezembro de 2026 o mandato da Estrutura de Missão para a Expansão do Sistema de Informação Cadastral Simplificado (eBUPi) e define um novo modelo institucional para assegurar a continuidade do BUPi.
A continuidade do trabalho iniciado pela eBUPi será assegurada pelo Instituto dos Registos e do Notariado. “Esta prorrogação permitirá que a eBUPi se possa dedicar integralmente à execução material do investimento PRR até ao final do seu prazo, e, posteriormente, prepare a transferência de conhecimento técnico, a integração de sistemas, a adaptação de processos administrativos e a capacitação das equipas. Tendo presente estes objetivos, torna-se necessário prorrogar o mandato da Estrutura de Missão até ao final de 2026”, pode ler-se no documento publicado.
O BUPi encontra-se integrado no Plano de Recuperação e Resiliência na componente C08 – Florestas.
O objetivo é promover a expansão do sistema de informação cadastral simplificado (SICS) a todo o território nacional e a universalização BUPi como plataforma nacional de registo e cadastro do território.
“O SICS e a plataforma BUPi assumem, neste contexto, uma contribuição importante na consolidação de um cadastro moderno, acessível, interoperável e centrado no cidadão, constituindo um instrumento fundamental para políticas públicas de ordenamento, gestão florestal, combate a incêndios, valorização agrícola e dinamização económica, e para o reforço do registo predial, assente numa maior clareza da informação relativa aos negócios jurídicos imobiliários”, refere a resolução assinada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
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