3 min leitura
Plataforma portuguesa para ajudar no combate a incêndios está em fase de testes
A SIION difere em relação a outros sistemas de previsão do comportamento do fogo já existentes ao cruzar informação para “sugerir quais os recursos e onde devem estar”.
03 Ago 2026 - 09:40
3 min leitura
Foto: Pexels
- Agricultores afetados pelo incêndio de Valpaços vão receber apoios para recuperar de estragos
- Projeto piloto na Região Oeste avalia desenvolvimento sustentável dos territórios
- Alentejo 2030 conta com 3ME para recuperação ambiental de pedreiras em situação crítica
- Plástico representa 89,5% do lixo marinho nas praias portuguesas
- Parque eólico de Santiago do Cacém com 23 geradores disponível para consulta pública
- Alargamento da licença de aplicação de pesticidas pode pôr em causa boas práticas agrícolas
Foto: Pexels
A plataforma SIION, descrita à Lusa pelo criador, João Santos, como “um supermodelo de combate a incêndios”, por ajudar na tomada de decisão e antecipação, com recurso a Inteligência Artificial, está já em fase de testes.
“A grande mais-valia é conseguir comprimir decisões num curto espaço de tempo. Isto é uma ferramenta de Inteligência Artificial que analisa muitos dados, não digo em tempo real, mas quase, e o que humanamente seria quase impossível de decidir, agora a máquina consegue prever com algum grau de confiança”, explica João Santos, em entrevista à Lusa.
A SIION ficou em segundo lugar na final nacional do ClimateLaunchpad, um concurso de ideias de negócios sustentáveis, que decorreu na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, e encontra-se em fase de testes já em contexto empresarial, prevendo o criador que entre o final deste ano e o início de 2027 possa chegar a mais empresas e territórios.
“Basicamente, é o próximo nível dos sistemas de combate aos incêndios, um sistema de recomendação, em tempo real, do posicionamento dos recursos. É como se fosse um ‘GPS’ para comandantes”, acrescenta.
A SIION difere em relação a outros sistemas de previsão do comportamento do fogo já existentes ao cruzar informação para “sugerir quais os recursos e onde devem estar”.
“Antecipamos a decisão, chamamos-lhe um sistema de recomendação, ainda estamos numa fase muito inicial. (…) [Queremos] melhorar a eficiência de cada recurso, quando os recursos são escassos, e antecipar zonas perigosas para bombeiros, antecipar qual o recurso ideal para aquele tipo de incêndio”, exemplifica.
Plataformas como esta, considera, ajudam não só a antecipar ou tornar mais rápidas as decisões quanto ao combate a incêndios como também a prevenir os efeitos do desgaste de dias em cima de dias de trabalho no terreno.
“Chega a um ponto em que já não é possível processar tanta informação. Para onde vai o vento, qual o tipo de solo, de chama… a máquina consegue fazer isto tudo em tempo recorde”, refere.
Em testes para poder incorporar a tecnologia num produto que possa ser aplicado em contexto real, descreve-o como “um supermodelo de combate a incêndios” para permitir aos envolvidos estarem “um passo à frente”.
João Santos, de Lisboa, tem 41 anos, vem de uma família de bombeiros – do irmão à maior parte dos primos – e aliou a formação em Engenharia Florestal ao mestrado em Inteligência Artificial e Data Science obtido na Universidade de Liverpool em junho.
O segundo lugar no concurso da UPTEC mostra “alguma necessidade” deste tipo de soluções no combate aos fogos, defende.
A competição foi vencida pela Latent Energy Systems, que está a desenvolver uma solução de armazenamento térmico para descarbonizar o calor industrial, que levará à final mundial.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
- Agricultores afetados pelo incêndio de Valpaços vão receber apoios para recuperar de estragos
- Projeto piloto na Região Oeste avalia desenvolvimento sustentável dos territórios
- Alentejo 2030 conta com 3ME para recuperação ambiental de pedreiras em situação crítica
- Plástico representa 89,5% do lixo marinho nas praias portuguesas
- Parque eólico de Santiago do Cacém com 23 geradores disponível para consulta pública
- Alargamento da licença de aplicação de pesticidas pode pôr em causa boas práticas agrícolas