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Porto Covo é o primeiro destino turístico sustentável do Alentejo
A certificação de destino turístico sustentável foi atribuída pela Biosphere. Segue-se agora a vila de Mértola como segundo destino turístico sustentável da região alentejana, num programa de certificação que vai ser alargado “a todo o Alentejo”.
14 Jan 2026 - 08:23
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Foto: Wikimedia/alvesgaspar
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A aldeia de Porto Covo, no concelho de Sines, distrito de Setúbal, tornou-se nesta terça-feira no primeiro destino turístico sustentável do Alentejo, com a entrega do certificado, seguindo-se Mértola, nesta quarta-feira, revelou a Entidade Regional de Turismo (ERT).
Em declarações à agência Lusa, o presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo, José Santos, disse que este é o resultado “de um ano de trabalho coordenado” por este organismo, “em articulação com a Biosphere” Portugal (sistema de certificação e gestão da sustentabilidade, criado pelo Instituto de Turismo Responsável) e os municípios de Sines e de Mértola, no distrito de Beja, após o lançamento do projeto-piloto, em fevereiro de 2025.
“Foi um trabalho de parceria muito profícuo com a Junta de Freguesia de Porto Covo e a Câmara de Sines e, principalmente, com os empresários que responderam afirmativamente de uma forma muito empenhada e assertiva”, destacou.
A certificação de destino turístico sustentável foi atribuída pela Biosphere, numa sessão pública realizada no auditório da Junta de Freguesia de Porto Covo, no âmbito do projeto-piloto lançado em fevereiro de 2025.
“Hoje foi um dia importante porque Porto Covo recebeu esse ‘selo’ [de sustentabilidade]. É um dia em que terminamos uma etapa, mas, em simultâneo, um dia de começo de um trabalho, de um conjunto de programas de capacitação do turismo de Porto Covo” que serão implementados “nos próximos dois anos”, explicou.
José Santos deu como exemplo um programa de combate ao desperdício alimentar na restauração e na hotelaria, “numa lógica de parceria público/privada, [que] possa proporcionar uma redução de custos” para o setor e “afirmar uma consciência social” para a partilha dos alimentos que não são consumidos “com algumas franjas da população” mais necessitadas.
“Outro programa que vamos implementar é a elaboração de um Guia de Eventos Sustentáveis”, que vai contar com “um conjunto de requisitos e regras importantes para que o turista tenha uma experiência adequada e de compromisso com o meio natural e para com a comunidade”, acrescentou.
Será ainda criado “um indicador para avaliar o impacto do turismo na criação de empregos para residentes em Porto Covo, o número de mulheres que estão a criar negócios e a assumir posições de relevo nas empresas turísticas ou o progresso que as unidades hoteleiras estão a fazer ao nível da gestão e da otimização dos recursos hídricos ou de consumos energéticos”, sublinhou.
“Queremos garantir que Porto Covo mantém uma trajetória de crescimento turístico sustentável, que não ponha em causa aquilo que são os seus recursos turísticos e que possa continuar a ser visitada por turistas cada vez mais exigentes, conscientes da importância do ambiente para o Planeta”, defendeu, afiançando que o objetivo passa por “ter em Porto Covo um exemplo para o Alentejo de um destino sustentável”,
O presidente da ERT disse ainda à Lusa que o programa de certificação vai ser alargado “a todo o Alentejo”, depois da cerimónia de atribuição do certificado a Mértola, previsto para esta quarta-feira.
“O nosso objetivo é ter o Alentejo certificado como destino Biosphere nos próximos dois anos”, apontou, frisando que “os consumidores e turistas em todo o mundo escolhem destinos, hotéis, empresas de animação, viagens pela dimensão da sustentabilidade”.
A ERT quer “que o Alentejo seja um destino de turismo sustentável”, disse, argumentando que, para tal, é preciso primeiro “ter destinos organizados e alinhados com as melhores práticas de sustentabilidade”.
A Biosphere Portugal é representante oficial da certificação internacional Biosphere Responsible Tourism.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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