2 min leitura
Portugal perde anualmente mais de 500 milhões por falta de investimento em regadio
Presidente da FENAREG alerta que o país “arrisca-se a perder capacidade produtiva, a aumentar a dependência das importações e a afastar-se de uma balança agroalimentar com saldo positivo”.
30 Out 2025 - 08:08
2 min leitura
Foto: Pixabay
- Aterro de Vila Real retoma atividade e receção de resíduos urbanos nesta sexta-feira
- Bruxelas abre investigação a apoio estatal romeno para central nuclear
- Portugal entre os países com mais plástico da pesca no mercado europeu
- Seguradores já pagaram 359 milhões de euros em indemnizações pelo mau tempo
- Powerdot e Uber firmam parceria para reduzir custos de carregamento de motoristas elétricos na Europa
- ERSE debate armazenamento de energia e desafios regulatórios
Foto: Pixabay
O presidente Federação Nacional de Regantes de Portugal (FENAREG) alerta que, devido à escassez no investimento em regadio, Portugal está a perder mais de 500 milhões de euros por ano. “Sem investimento rápido e contínuo, Portugal arrisca-se a perder capacidade produtiva, a aumentar a dependência das importações e a afastar-se de uma balança agroalimentar com saldo positivo – um objetivo hoje plenamente alcançável se avançarmos de forma imediata e com determinação na execução da Estratégia Água que Une”, reitera José Núncio.
O regadio representa, atualmente, 17% da superfície agrícola utilizada. Conforme o previsto na Estratégia Nacional Água que Une, a FENAREG defende que este valor deve chegar a 20,2% para reduzir o défice agroalimentar anual – superior a 5 mil milhões de euros no último ano, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística. Além disso, uma subida poderia gerar superavit, potenciando mais emprego num setor que já tem cerca de 147 mil postos de trabalho diretos, reforçando a coesão territorial e alargando o peso da agricultura na economia do país.
Portugal prevê mais de 10 mil milhões de euros em investimento hídrico até 2040, dos quais mais de 5 mil milhões a serem aplicados até ao final desta década. Estes valores “não permitem desvios ou atrasos significativos na execução da Estratégia Água que Une”, assegura a federação.
“O futuro da agricultura e da segurança alimentar depende da forma como gerimos este recurso estratégico [a água]. O momento é agora: se perdermos esta oportunidade, comprometemos a competitividade e a sustentabilidade dos territórios rurais,” alerta José Núncio. “Sem regadio, não há agricultura moderna nem segurança alimentar”, adiciona.
No dia 6 de novembro, a FENAREG vai realizar as XVI Jornadas do Regadio para lançar “um alerta estratégico sobre a necessidade de executar, com urgência, a Estratégia Nacional Água que Une”. Conta ainda debater o papel da Política Agrícola Comum e celebrar o seu 20º aniversário.
- Aterro de Vila Real retoma atividade e receção de resíduos urbanos nesta sexta-feira
- Bruxelas abre investigação a apoio estatal romeno para central nuclear
- Portugal entre os países com mais plástico da pesca no mercado europeu
- Seguradores já pagaram 359 milhões de euros em indemnizações pelo mau tempo
- Powerdot e Uber firmam parceria para reduzir custos de carregamento de motoristas elétricos na Europa
- ERSE debate armazenamento de energia e desafios regulatórios