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Portugal vai ter “a maior representação empresarial” na semana do mar da Expo Osaka
Secretário de Estado das Pescas e do Mar refere a presença de 15 organizações portuguesas na exposição internacional e espera que Portugal possa atrair 5% dos 28 milhões de visitantes previstos.
08 Set 2025 - 10:17
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Foto: Fernando Guerra/Página Oficial Portugal Expo 2025
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Foto: Fernando Guerra/Página Oficial Portugal Expo 2025
O secretário de Estado das Pescas e do Mar avançou à Lusa que Portugal vai ter a maior representação empresarial portuguesa na semana do mar na Expo 2025 Osaka, Japão, que decorre entre 17 e 22 de setembro.
“Isto calha muito bem porque o nosso pavilhão [de Portugal], que está a ter uma enorme adesão, é todo ele (…) direcionado para o mar”, sublinhou Salvador Malheiro, que também vai marcar presença na Expo Osaka.
“Vamos ter, no âmbito desta semana do mar, a maior representação empresarial portuguesa em toda esta exposição”, prosseguiu o secretário de Estado, apontando que estão previstos cerca de 28 milhões de visitantes e que se espera que Portugal “possa atrair cerca de 5% deste número”.
“Quando eu falo da maior missão empresarial de Portugal, estamos a falar da presença de 15 organizações portuguesas, como sete empresas conserveiras, duas de frescos congelados, duas de aquacultura, três de associações e depois também, naturalmente, com a nossa Docapesca”, elencou.
Portanto, “queremos ali puxar muito pela nossa capacidade exportadora e de internacionalização do setor do pescado, porque já identificámos que a economia azul, nos dias de hoje, voltou a ser um grande desafio para Portugal”, referiu.
Esta missão “já está planeada há muito, muito tempo, e o principal responsável é o Fórum Oceano, que depois acabou por convidar quer a nossa Direção-Geral de Política do Mar, quer a Docapesca para colaborar”, enquadrou o governante.
O secretário de Estado vai acompanhar a missão na maioria dos dias: “Vou tentar também mostrar aqui o interesse, mostrar o quão importante e prioritário e estratégico é o setor do mar para o Governo de Portugal e aproveitar esta oportunidade para nos darmos a conhecer sobre várias vertentes”.
“Ao nível do Fórum Oceano, que vai ser de 17 a 19 de setembro, vai haver um grande enfoque naquelas que são – que é um caso de sucesso em Portugal – as Estações Náuticas”, como também nos casos de sucesso empresarial. No que respeita a Direção-Geral de Política do Mar, “a ideia aqui será muito mais privilegiar as ligações internacionais de Portugal”, prosseguiu.
“Vamos ter um momento com o Japão e o Brasil, muito direcionado para a literacia do oceano” e “vai haver um momento também em que vamos assinar uma declaração conjunta de cooperação e vamos apresentar a Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030”, elencou.
Do lado da Docapesca, “vai haver uma grande promoção empresarial no Pavilhão de Portugal”, em que haverá demonstrações gastronómicas, degustações de pescado e várias reuniões ‘business to business’ [entre empresas] entre 24 e 26″ de setembro.
O Japão, “de facto, é um mercado fantástico para nós, que temos que saber aproveitar”, defendeu o governante. Salientou que as empresas japonesas ligadas ao setor representam “um volume agregado de faturação superior a 19 mil milhões de euros”, o que ilustra o “potencial” que Portugal tem aqui.
“Nós temos um Produto Interno Bruto [PIB) no ordem de 5% que advém da economia azul, mas temos todos a consciência de que o potencial de aumento deste número é muito, muito grande”, admitiu.
“Daí, todo o esforço que tem sido feito ao nível da internacionalização, ao nível mesmo de projetos inovadores que têm sido muito bem acolhidos pela comunidade internacional, e mesmo quando estive em Nice pude constatar isso, nós temos projetos que estão claramente na linha da frente nesta matéria”, considerou.
Além disso, 30% das águas portuguesas “estão sob a nossa jurisdição como áreas marinhas protegidas, temos aqui um grande impulso, não só com os Açores, mas também com as recentes áreas marinhas protegidas em Portugal continental”, “somos pioneiros também na conta satélite do mar, algo que nunca ninguém ousou avançar, que tem a ver com a quantificação na realidade de toda a nossa economia azul”, referiu.
Em suma, Portugal vai promover as empresas e produtos portugueses, tentar encontrar parceiros estratégicos no Japão, ter contactos com distribuidores, com importadores, com parceiros, reforçar a rede institucional e “preparar novos desafios em futuras cooperações”, rematou.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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