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Portugueses aderem aos recondicionados se descontos forem superiores a 30%
Estudo revela que dois terços já compram em segunda mão e quase 90% admitem reforçar consumo, embora persistam dúvidas sobre qualidade e garantias.
25 Mar 2026 - 13:26
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Foto: Freepik
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A maioria dos portugueses já entrou no mercado dos produtos recondicionados, mas o preço continua a ser o principal fator decisivo na compra. Segundo um estudo do Observador Cetelem, 53% dos consumidores só consideram adquirir estes equipamentos se o desconto for de, pelo menos, 30% face ao preço de um produto novo equivalente.
Os dados mostram que 66% dos inquiridos já compraram produtos em segunda mão, sinalizando a consolidação deste segmento no mercado nacional. Ainda assim, o potencial de crescimento mantém-se elevado: 89% admitem vir a comprar mais produtos recondicionados no futuro.
Perante o mesmo preço, o comportamento dos consumidores divide-se. Cerca de 33% preferem optar por um produto recondicionado de gama superior, enquanto 25% escolhem um artigo novo, ainda que de gama inferior. A decisão é influenciada sobretudo pela perceção de qualidade e segurança: 41% valorizam garantias superiores a um ano, 40% destacam a possibilidade de devolução e 39% dão importância à entrega de equipamentos testados com relatório de qualidade.
A tecnologia lidera destacadamente as preferências. Entre os consumidores que já compraram recondicionados, 45% optaram por dispositivos eletrónicos, como smartphones e computadores. Seguem-se o mobiliário (28%) e os equipamentos de entretenimento (17%). A tendência deverá manter-se, com 51% dos inquiridos a indicar intenção de voltar a comprar tecnologia recondicionada.
Apesar da crescente adesão, a confiança continua a ser o principal entrave. Entre os 34% que ainda não compraram estes produtos, 31% apontam dúvidas sobre qualidade e durabilidade, enquanto 29% referem receio de avarias. A preferência por produtos novos (25%) e a falta de garantias claras (23%) também pesam na decisão.
Essa preocupação reflete-se na escolha dos canais de compra. A maioria dos consumidores privilegia canais profissionais: 60% preferem lojas especializadas, 34% recorrem a grandes superfícies e 29% optam por plataformas online dedicadas. Apenas 15% mostram conforto em comprar diretamente a particulares.
O estudo aponta ainda para um cenário de crescimento sustentado do mercado de recondicionados nos próximos cinco anos, impulsionado por preços mais acessíveis, mudanças nos hábitos de consumo e maior confiança nas garantias e assistência técnica.
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