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Portugal recolhe metade dos resíduos eletrónicos por habitante da média europeia
União Europeia recolheu 11,6 kg de lixo eletrónico por pessoa em 2023, face aos 32,2 kg de novos equipamentos colocados no mercado. Disparidade entre a produção e a recolha evidencia desafio crescente na gestão de resíduos tecnológicos, mostra o Eurostat.
30 Out 2025 - 11:52
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Foto: Freepik
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Em 2023, Portugal recolheu apenas 5,8 kg de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (REEE) por habitante, um valor abaixo da média da União Europeia (UE), de 11,6 kg. O país figura entre os que menos resíduos eletrónicos recolhem, ao lado de Malta (5,8 kg) e Chipre (3,8 kg), segundo dados do Eurostat.
A diferença entre o que é recolhido e o que é colocado no mercado é significativa. No conjunto da UE, foram comercializados 32,2 kg de novos equipamentos elétricos e eletrónicos (EEE) por pessoa, quase o triplo da quantidade recolhida como lixo. Essa discrepância de 20,6 kg por habitante revela um aumento no número de dispositivos ainda em uso, acumulados em casa ou perdidos em fluxos informais de resíduos.
Segundo o Eurostat, entre 2015 e 2023, a quantidade de EEE colocados no mercado europeu cresceu 78%, passando de 18,1 kg para 32,2 kg por pessoa. Já a recolha de resíduos aumentou 60%, de 7,3 kg para 11,6 kg, evidenciando um crescimento mais lento e que mostra um desafio na gestão sustentável deste tipo de lixo.
Os Países Baixos lideram na quantidade de equipamentos colocados no mercado, com 45,4 kg por pessoa, seguidos pela Alemanha (38,9 kg) e pela Áustria (35,1 kg). No extremo oposto, Chipre (14,8 kg), Eslováquia (15,8 kg) e Bulgária (17,9 kg) registaram os valores mais baixos.

Quanto à recolha de resíduos, a Bulgária destacou-se com 17,9 kg por pessoa, igualando o volume de novos equipamentos colocados no mercado, sendo o único país da UE a atingir essa paridade. A Chéquia (16,8 kg) e a Áustria (15,9 kg) seguiram com os valores mais elevados de recolha. Já Chipre (3,8 kg), Malta e Portugal (5,8 kg cada), como referido, apresentaram os menores índices.
A tendência europeia evidencia um desafio crescente, nomeadamente, que o aumento do consumo tecnológico não está a ser acompanhado pela equivalente capacidade de recolha e reciclagem.
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