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Preço da eletricidade cai mais de 40% com reforço das renováveis em Portugal
Dados da APREN indicam que, em abril, as renováveis garantiram 77% da eletricidade, posicionado o país como o terceiro com maior peso de renováveis na geração elétrica, atrás da Noruega e da Dinamarca.
18 Mai 2026 - 10:31
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O preço médio da eletricidade no mercado grossista português registou uma redução superior a 40% no acumulado entre janeiro e abril de 2026 face ao período homólogo, fixando-se nos 42,0 €/MWh, segundo a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).
De acordo com o Boletim Eletricidade Renovável, revelado nesta segunda-feira, entre 1 e 30 de abril, 77,0% da eletricidade produzida em Portugal Continental teve origem em fontes renováveis. Este valor corresponde a 2 506 GWh de um total de 3 546 GWh produzidos nesse mês.
A energia hídrica manteve-se como a principal fonte de produção elétrica em abril, representando 25,7% do total, seguida da eólica, com 22,0%, e da solar fotovoltaica, que já assegurou 16,4% da eletricidade produzida no mês, o máximo do ano para esta tecnologia.
Os dados de abril demonstram que “Portugal continua a afirmar-se como um dos países europeus com maior incorporação renovável no setor elétrico. O facto de o mercado ibérico continuar a apresentar dos preços de eletricidade mais competitivos da Europa evidencia que o investimento em energias renováveis é um fator de competitividade económica para o país”, assinala Susana Serôdio, coordenadora de Políticas e Inteligência de Mercado da APREN.
Durante o mês de abril, Portugal registou ainda 87 horas não consecutivas em que o consumo de eletricidade foi integralmente assegurado por fontes renováveis. No acumulado do ano, esse número ascende a 658 horas.
No plano económico e ambiental, a APREN destaca que o contributo das renováveis permitiu evitar, entre janeiro e abril de 2026, cerca de 334 M€ em importações de gás natural, 338 M€ em importações de eletricidade e 225 M€ em custos com licenças de emissão de CO2.
Salienta ainda que, no acumulado entre janeiro e abril de 2026, o país registou uma incorporação renovável de 77,0%, posicionando-se como o terceiro país europeu com maior peso de renováveis na geração elétrica, apenas atrás da Noruega (96,7%) e da Dinamarca (93,6%).
A associação refere ainda que, no final de março de 2026, a capacidade renovável representava já 79,1% da potência total instalada em Portugal Continental, consolidando a trajetória de transição energética do país.
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