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Presidente da COP30 alerta: Europeus querem transição energética justa para evitar revolta contra subida dos preços da energia

André Corrêa do Lago destaca a importância de uma transição verde socialmente equilibrada como ideia chave para a conferência da ONU sobre as alterações climáticas, que vai decorrer entre 10 a 21 de novembro.

11 Ago 2025 - 12:20

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André Corrêa do Lago, presidente da COP 30 Foto: UN

André Corrêa do Lago, presidente da COP 30 Foto: UN

Na preparação para a COP30 da ONU, a transição verde volta a estar no centro das atenções, com a urgência de garantir que esta mudança seja justa e socialmente equilibrada, sobretudo na Europa, onde os eleitores estão cada vez mais resistentes ao aumento dos custos energéticos.

O embaixador e presidente da COP30, André Corrêa do Lago, sublinhou que a transição justa será um dos temas centrais da conferência que se realizará em Belém, na Amazónia, de 10 a 21 de novembro.

Durante a II Cimeira Parlamentar sobre Alterações Climáticas e Transição Justa da América Latina e das Caraíbas, que decorreu no dia 6 de agosto, em Brasília, Corrêa do Lago reforçou que a ação climática deve ser encarada como uma oportunidade para o crescimento, a criação de emprego e a melhoria da qualidade de vida, e não como um peso social.

“Se a transição não for justa, na Europa os eleitores votam contra o aumento do preço da energia. Nos países em desenvolvimento, a eliminação de empregos pode ser mal interpretada. Por isso, a agenda climática tem que estar ligada ao desenvolvimento e à justiça social”, afirmou o embaixador.

A América Latina poderá assumir um papel de liderança na justiça climática mundial, defendem os representantes regionais presentes na cimeira. O senador brasileiro Jaques Wagner destacou os progressos do Brasil na redução do desmatamento e na apresentação de metas ambiciosas para a redução das emissões até 2035. Já o secretário executivo adjunto da CEPAL, Javier Medina Vásquez, salientou o protagonismo da região na construção de acordos multilaterais e na promoção de economias verdes que gerem emprego e reduzam desigualdades.

A COP30 promete uma agenda dinâmica envolvendo governos subnacionais, empresas, academia e sociedade civil. A organização garantiu alojamento acessível para representantes dos países com menor rendimento, para assegurar uma participação ampla e inclusiva.

“É hora de agir. Temos 30 anos de legislação climática acumulada, mas chegou o momento de acelerar a implementação de soluções que realmente façam a diferença”, concluiu André Corrêa do Lago, apelando ao envolvimento de todos os setores para enfrentar a crise climática global.

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