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Presidentes moçambicano e sul-africano inauguram primeira fábrica de gás doméstico em Moçambique
Participação do Presidente sul-africano surge em resposta ao convite feito por Daniel Chapo, sendo um investimento implementado pela petrolífera sul-africana Sasol que vai permitir cortar em 75% as importações deste produto por Moçambique.
27 Nov 2025 - 10:30
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Os presidentes de Moçambique e da África do Sul vão inaugurar em 3 de dezembro a primeira fábrica moçambicana de produção de gás doméstico, no distrito de Inhassoro, província moçambicana de Inhambane, disse nesta quinta-feira à Lusa fonte oficial.
Segundo fonte do executivo moçambicano, a participação do Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, na inauguração da unidade de processamento e produção de gás doméstico, surge em resposta ao convite feito pelo seu homólogo, Daniel Chapo, sendo um investimento implementado pela petrolífera sul-africana Sasol que vai permitir cortar em 75% as importações deste produto por Moçambique.
A participação do chefe de Estado da África do Sul resulta do projeto de construção da nova Fábrica de Processamento Integrado a cargo da Sasol, em resultado do Acordo de Partilha de Produção (PSA) entre Moçambique e a petrolífera, explicou ainda a fonte.
O projeto da Sasol, de mil milhões de dólares (866 milhões de euros) destina-se à produção de gás de cozinha em Moçambique, tendo em conta que já explora no país a produção de gás em Temane (Inhassoro) e Pande (Govuro), em Inhambane.
Em 07 de novembro, a Sasol anunciou que fez naquela semana o carregamento experimental do primeiro lote de Gás de Petróleo Liquefeito (GPL), conhecido como gás doméstico, em Moçambique, antecedendo a inauguração da fábrica.
A empresa explicou que o êxito da operação de carregamento do primeiro lote de GPL constitui um marco importante no processo de comissionamento da nova infraestrutura.
A nova unidade vai permitir ao país reduzir a dependência de importações deste produto, aumentar a disponibilidade de combustíveis no mercado interno e gerar novas oportunidades de negócio e emprego no setor energético, afirmou em setembro o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale.
O ministro indicou que o executivo pretende também avançar com abertura de espaço para permitir a participação do setor privado neste projeto de gás e noutros relativos às áreas de combustíveis e eletricidade, “mas garantindo, em simultâneo, melhor regulação e fiscalização pelo Estado”.
O projeto de PSA preconiza, respetivamente, a produção de 53 milhões de megajoules de gás natural por ano, que irá materializar a implementação da Central Térmica de Temane (CTT) e a produção de quatro mil barris de petróleo leve por dia, segundo dados do Governo moçambicano.
A CTT terá capacidade para produzir 450 megawatts de energia elétrica e a unidade de processamento 30 mil toneladas anuais de GPL.
A primeira pedra desta unidade foi lançada em 2022 e o Governo moçambicano chegou a estimar anteriormente para 2024 o início da produção naquela unidade, adiado depois para março e mais tarde para novembro, deste ano.
As relações entre a África do Sul e Moçambique são reguladas através da Comissão Binacional, copresidida pelos chefes de Estado dos dois países vizinhos, a qual se realizou pela primeira vez em 22 de outubro de 2015, na África do Sul, estando a quarta reunião agendada para Maputo, em 02 de dezembro.
Moçambique é o maior parceiro comercial da África do Sul, gerando um volume de negócios que ronda os 2.000 milhões de dólares (1.728 milhões de euros) anuais.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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