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Progresso global em eficiência energética deverá acelerar em 2025
Agência Internacional da Energia prevê que intensidade energética primária global melhore para 1,8% este ano, face aos 1% de 2024. Fatih Birol diz que resultado é "encorajador", mas que governos precisam de se esforçar mais.
20 Nov 2025 - 11:17
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A intensidade energética primária global, que é a principal métrica para acompanhar a evolução da eficiência, está a caminho de melhorar para 1,8% este ano. Face a 2024, este valor representa um aumento de 0,8 pontos percentuais. Para o diretor-executivo da Agência Internacional da Energia (AIE), Fatih Birol, este resultado é encorajador e inclui “sinais positivos em algumas das principais economias emergentes”.
As conclusões foram divulgadas no relatório anual “Energy Efficiency” (“Eficiência Energética”) da AIE, nesta quinta-feira. O apuramento preliminar mostra que grandes economias, como a Índia e a China, estão a revelar sinais de progresso em relação à sua média registada desde 2019.
Em comparação com a média de 2% ao ano entre 2010 e 2019, a taxa de melhoria global da eficiência tem sido baixa, a rondar os 1,3% anuais nos últimos seis anos. Embora a subida de 2025 seja positiva, Fatih Birol defende que “os governos precisam de trabalhar ainda mais para garantir que todos os benefícios da eficiência sejam desfrutados pelo maior número possível de pessoas”.
A taxa atual ainda está muito longe da meta de 4% até 2030 acordada por quase 200 países na COP28, em 2023, no Dubai. O relatório, ao analisar o progresso dos governos, nota que quase dois terços do crescimento da procura final de energia desde 2019 concentraram-se na indústria. Este é um setor, aponta a AIE, em que “o progresso em termos de intensidade energética abrandou drasticamente nos últimos anos”.
“A eficiência energética tem o poder de melhorar a vida e os meios de subsistência das pessoas através de uma maior segurança energética, contas mais acessíveis, maior competitividade económica e menores emissões”, argumenta o diretor-executivo.
A AIE sublinha que “as políticas formam a base para um progresso mais rápido”. Nesse sentido, propõe aos países duas maneiras para acelerarem a sua eficiência. Em primeiro, sugere que os governos elevem a sua ambição, uma vez que enquanto “a tecnologia melhora”, muitas políticas “não acompanham o ritmo”. Em segundo, diz que é necessário preencher lacunas, com prioridade para onde o uso de energia e o potencial de economia são maiores. Isto porque “metade dos países em todo o mundo ainda não possui padrões de eficiência para novos edifícios, incluindo em regiões que estão a passar por um rápido crescimento”, reforça o documento.
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