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Projeto Eólico do Mira instala-se a menos de 9km de três zonas protegidas
Projeto da Galp em Ourique e Odemira prevê a instalação de 22 aerogeradores em hibridização com uma central fotovoltaica. Âmbito do Estudo de Impacte Ambiental está em consulta pública até 24 de setembro.
07 Set 2026 - 06:36
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Foto: Magnific
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A construção de um parque eólico com 22 aerogeradores, associado à central fotovoltaica de Ourique já existente, ficará localizada a menos de 9 km de três zonas protegidas: a Zona de Proteção Especial de Castro Verde, o Sítio de Interesse Comunitário Costa Sudoeste e a Zona de Proteção Especial de Piçarras.
De acordo com a proposta de definição de âmbito do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do Projeto Eólico do Mira – Hibridização da Central Fotovoltaica de Ourique, promovido pela Galp, que está em consulta pública até 24 de setembro, embora o projeto não se sobreponha a nenhuma área classificada, pretende instalar-se a apenas 5,1 km da Zona de Proteção Especial de Castro Verde; a 8,6 km da Zona de Proteção Especial de Piçarras; e ainda a 5,1 km do Sítio de Interesse Comunitário Costa Sudoeste. A proximidade destas três áreas sensíveis deverá ser um dos pontos em análise ao longo do processo de avaliação ambiental.
Segundo a proposta consultada pelo Jornal PT Green, os aerogeradores serão distribuídos pelas freguesias de Luzianes-Gare (4), São Martinho das Amoreiras (10) e Santa Clara a Velha (4), no concelho de Odemira, e ainda por Santana da Serra (4), no concelho de Ourique.

Imagem: Projeto Eólico do Mira
Segundo o documento, o projeto apresenta uma potência total instalada de 158,4 MW, com a instalação de 22 aerogeradores e prevê uma produção anual estimada de 377,94 GWh, evitando a emissão anual de cerca de 8,64 kton de CO2.
A empresa justifica também o investimento enquadrando-o nas metas nacionais e europeias de descarbonização. “O presente projeto pretende assim contribuir com os objetivos 2030 (e com as metas de neutralidade carbónica até 2050), no que respeita as metas nacionais em energia renováveis, bem como para a transição energética. O projeto permite ainda contribuir para o combate às Alterações Climáticas, através da redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) associadas à utilização de combustíveis fosseis para produção de energia”, pode ler-se no documento em consulta.
De acordo com a informação disponibilizada, o parque eólico vai implicar a implantação dos aerogeradores e infraestruturas associadas, nomeadamente a rede de acessos viários, a rede elétrica subterrânea de média tensão para interligação dos aerogeradores com a subestação elétrica e subestação elétrica coletora, 30/150kV, com edifício de comando e armazém. Os aerogeradores terão 114 metros de altura, pás de quase 85 metros (rotor com 172 metros de diâmetro) e cada um produzirá entre 6,8 e 7,2 MW.
O tempo de construção está estimado em cerca de 15 meses e o tempo de vida útil para a sua exploração será de 25 anos. Sobre o que se segue, a Galp indica na proposta que, uma vez concluído o período de vida útil do parque eólico, “o mesmo poderá ser desativado ou ser reequipado com a finalidade de continuar a ser operado durante um novo período, caso haja orientações estratégico políticas para a sua continuidade”.
No caso de vir a ser desmantelado, “prevê-se que o mesmo venha a ser desativado e integralmente desmantelado de forma que a área intervencionada adquira condições, tão próximas quanto possível, das referenciadas anteriormente à construção do projeto”, assinala a empresa.
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