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Recolha porta a porta de biorresíduos alimentares chega à região do Planalto Beirão
Disponível para 19 municípios nos distritos de Viseu, Guarda e Coimbra, projeto da AMRPB surge para reforçar separação na origem e reduzir resíduos que acabam em aterro.
28 Jan 2026 - 15:17
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Foto: Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão
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Foto: Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão
Vai ficar disponível para 19 municípios da região centro do país (dos distritos de Viseu, Guarda e Coimbra) um novo serviço de recolha seletiva porta a porta de biorresíduos alimentares, lançado pela Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRPB).
O projeto surge para colmatar a “necessidade urgente” de reforçar a separação na origem e reduzir os resíduos que acabam em aterro, refere a entidade ao recordar que só em 2024 o Planalto Beirão recebeu mais de 158 mil toneladas de resíduos, dos quais 141 mil eram indiferenciadas.
A recolha de biorresíduos alimentares na região vai abranger, a primeira fase, cerca de mil produtores domésticos e mil não domésticos, como restaurantes, cantinas, cafés e escolas, com o objetivo de recolher cerca de 3 mil toneladas no primeiro ano.
Até 2030, a AMRPB estima a valorização de mais de 11 mil toneladas de biorresíduos alimentares, que serão transformados em composto orgânico de qualidade, ao contribuir para o reaproveitamento de recursos e para a redução do impacte ambiental associado à deposição em aterro, indica em nota à imprensa.
“Este projeto responde a um desafio ambiental que é hoje nacional. A recolha seletiva de biorresíduos é fundamental para reduzir o envio de resíduos para aterro, diminuir o impacte ambiental e promover uma gestão mais eficiente dos recursos. No Planalto Beirão, estamos a dar um contributo concreto para essa mudança”, frisa o presidente do Conselho Diretivo da AMRPB, Ricardo Cruz.
A AMRPB acrescenta que, atualmente, a recolha seletiva destes biorresíduos já é “reconhecida pelas entidades nacionais de referência como uma medida estrutural para reduzir a deposição em aterro, mitigar emissões de gases com efeito de estufa e promover a valorização orgânica”.
O sistema vai atuar nos municípios de Aguiar da Beira, Carregal do Sal, Castro Daire, Gouveia, Mangualde, Mortágua, Nelas, Oliveira de Frades, Oliveira do Hospital, Penalva do Castelo, Santa Comba Dão, São Pedro do Sul, Sátão, Seia, Tábua, Tondela, Vila Nova de Paiva, Viseu e Vouzela.
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