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Recolha seletiva de embalagens cresceu 1,1% entre janeiro e setembro
O papel foi o material que mais contribuiu para o crescimento da recolha, com uma subida de 4,4%, para mais de 127 mil toneladas, enquanto o vidro foi o mais recolhido. Materiais como plástico, aço e alumínio registaram resultados abaixo dos de 2025.
15 Out 2026 - 08:31
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Entre janeiro e setembro de 2026, foram recolhidas cerca de 373 182 toneladas de resíduos de embalagens no âmbito do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE), o que representa um crescimento de 1,1% face ao período homólogo de 2025.
De acordo com a Novo Verde, apesar deste crescimento, o resultado “continua longe de ser suficiente para assegurar o cumprimento das metas nacionais” e evidencia o esforço que continua a ser exigido a todos os intervenientes no sistema.
“A evolução registada até setembro é positiva e mostra que o trabalho desenvolvido no terreno está a produzir resultados. Importa reconhecer o esforço diário dos municípios, dos Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos, responsáveis pela recolha e pela triagem, e dos restantes parceiros. No entanto, um crescimento de 1,1% ainda não é suficiente perante a exigência das metas que temos de cumprir”, afirma Pedro Simões, diretor-geral da Novo Verde.
“O vidro, pelo seu peso no conjunto dos materiais retomados, é um aliado determinante, mas precisamos de acelerar em todos os fluxos, em particular naqueles que continuam a registar quebras”, acrescenta.
O papel foi o material que mais contribuiu para o crescimento da recolha, com uma subida de 4,4%, para mais de 127 mil toneladas. A madeira, embora com menor peso no total, apresentou o aumento percentual mais expressivo, de 24,9%, atingindo 2,6 toneladas. As embalagens de cartão para alimentos líquidos (ECAL) cresceram, por sua vez, 2,7%, totalizando 5,9 toneladas.
No entanto, o vidro continua a ser o material com maior volume retomado, com 166 157 toneladas, registando um crescimento de 0,7% face ao período homólogo. Segundo a Novo Verde, este fluxo “assume particular relevância para o cumprimento das metas de reciclagem”, já que representa cerca de 45% do total da recolha seletiva no SIGRE e a melhoria do seu desempenho pode ter um impacto determinante nos resultados nacionais.
Por outro lado, materiais como plástico, aço e alumínio registaram resultados abaixo dos verificados no mesmo período de 2025. A recolha de plástico diminuiu 3,8%, para 63 477 toneladas, enquanto no aço, a redução foi de 6,0%, para 5 398 toneladas e o alumínio recuou 4,6%, resultando em 1 630 toneladas recolhidas.
Em comunicado, a Novo Verde compromete-se a continuar a apostar em soluções que aproximem a recolha seletiva de resíduos do quotidiano dos portugueses.
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