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REN já retirou 80% dos cabos e 20% das infraestruturas danificadas pela tempestade Kristin
Empresa mobiliza 250 trabalhadores para reconstruir infraestruturas destruídas pelo temporal que derrubou mais de 100 postes. Reposição total só deverá estar concluída dentro de algumas semanas.
10 Fev 2026 - 17:58
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Foto: REN
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Foto: REN
A REN – Redes Energéticas Nacionais já conseguiu desmontar cerca de 80% dos cabos e 20% das infraestruturas danificadas pela depressão Kristin, que atingiu Portugal na madrugada de 27 de janeiro, avança o comunicado divulgado nesta terça-feira pela empresa. No terreno estão mobilizados cerca de 250 trabalhadores e 50 meios pesados para recuperar as infraestruturas essenciais ao Sistema Elétrico Nacional (SEN).
A tempestade provocou danos sem precedentes na rede elétrica nacional, tendo afetado 101 postes de muito alta tensão, entre torres derrubadas ou seriamente danificadas, e deixado fora de operação 774 km de linhas da Rede Nacional de Transporte de Eletricidade.
As equipas da REN já iniciaram os trabalhos de reconstrução das linhas nas zonas afetadas, com abertura de fundações e montagem de novos postes. A empresa garante ter aprovisionada “uma grande percentagem dos materiais necessários” para as operações em curso.
Apesar da extensão dos danos, a REN adianta que as operações preventivas realizadas antes da chegada da tempestade permitiram assegurar a normalidade do abastecimento elétrico. Na nota enviada, frisa que não ocorreram interrupções atribuíveis às infraestruturas operadas pela empresa, com exceção de cortes locais na zona da Subestação do Zêzere, que ficou parcialmente destruída.
A reposição total dos postes só deverá estar concluída dentro de algumas semanas, de acordo com o plano de recuperação que implicou a realocação de todas as equipas disponíveis para os trabalhos prioritários. A REN está a trabalhar em articulação com a E-Redes, a Red Eléctrica de Espanha, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e outras entidades governamentais.
A depressão Kristin foi um dos temporais mais severos dos últimos anos em Portugal, tendo causado danos significativos em infraestruturas críticas em várias regiões do país. Na segunda-feira que sucedeu à entrada da tempestade no país, a ministra do Ambiente e Energia defendeu que se enterrem mais linhas de distribuição, numa tentativa de repensar as estruturas elétricas nacionais. Neste momento, apenas cerca de 20% da rede portuguesa é subterrânea, quando em países como Itália e Espanha já ultrapassam os 40%.
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