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Renováveis representam quase metade do consumo elétrico na UE pela primeira vez

Quota de 47,5% em 2024 quase triplica em duas décadas. Energia solar dispara com crescimento de 4.000% desde 2008. Portugal surge em quarto lugar com registo de 65,8%.

14 Jan 2026 - 15:30

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Foto: Unsplash

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As fontes de energia renováveis atingiram em 2024 uma quota de 47,5% no consumo bruto de eletricidade da União Europeia (UE), aproximando-se pela primeira vez da marca dos 50%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela Eurostat. O aumento de 2,1 pontos percentuais face a 2023 consolida uma trajetória de crescimento sustentado que viu a quota renovável quase triplicar desde 2004, quando se situava em apenas 15,9%.

A progressão revela uma aceleração nas últimas duas décadas. Do valor de 2004, a quota passou para 28,6% em 2014, atingindo agora os 47,5%. O salto representa um aumento absoluto de 30 pontos percentuais em 20 anos, refletindo os investimentos focados em capacidade renovável e as políticas europeias de transição energética.

A energia eólica mantém-se como principal fonte renovável, representando 38% do total de eletricidade verde produzida no espaço comunitário, seguida pela hídrica com 26,4%. Mas é a energia solar que regista a expansão mais notável: de uma quota residual de 1% em 2008, saltou para 23,4% em 2024, traduzindo-se num aumento de produção de 7,4 terawatts-hora (TWh) para 304 TWh. Este crescimento de mais de 4.000% em 16 anos espelha a queda acentuada dos custos fotovoltaicos e a expansão de instalações solares em toda a UE. Os biocombustíveis sólidos e outras fontes renováveis completam o quadro com quotas de 5,8% e 6,4%, respetivamente.

O mapa europeu das renováveis apresenta assimetrias acentuadas. A Áustria lidera destacada com 90,1% da sua eletricidade proveniente de fontes renováveis, essencialmente hídrica, seguida pelos 88,1% da Suécia e os 79,7% da Dinamarca Portugal surge em quarto lugar com 65,8%, antecedendo Espanha, Croácia, Letónia, Finlândia (54,3%), Alemanha, Grécia e Países Baixos.

No extremo oposto, Malta regista o valor mais baixo da UE com apenas 10,7%, seguida pela Chéquia (17,9%) e Luxemburgo (20,5%). Hungria e Chipre apresentam ambos 24,1%, enquanto a Eslováquia fecha o grupo dos Estados-membros com quotas inferiores a 25%, com 24,9%.

Os dados confirmam que a maioria dos países da UE ultrapassou já a barreira dos 50% de eletricidade renovável, um marco que pareceria inatingível há duas décadas. A tendência consolida a posição europeia na descarbonização do setor elétrico, embora se evidenciem disparidades entre Estados-membros.

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