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SeaForester recebe 1,6 milhões de euros para restaurar florestas subaquáticas

A startup portuguesa desenvolveu um método inovador para regenerar florestas de kelp e prepara agora a expansão internacional, com o apoio da plataforma BlueInvest.

15 Jan 2026 - 12:35

3 min leitura

Foto: SeaForester

Foto: SeaForester

A empresa portuguesa SeaForester garantiu 1,6 milhões de euros para restaurar as florestas de kelp perdidas na Europa. Com o apoio da BlueInvest, plataforma de inovação e investimento da União Europeia (UE) para a economia azul, a startup desenvolveu uma abordagem inovadora e escalável: cultiva plantas jovens de kelp em pequenas pedras em viveiros em terra e, posteriormente, deposita-as no mar com o apoio de barcos de pesca. Esta metodologia permite regenerar habitats marinhos em grande escala, promovendo a biodiversidade nos oceanos e a captura de carbono.

A SeaForester está agora a preparar a sua próxima ronda de angariação de fundos e a planear a expansão internacional, “com o objetivo de crescer globalmente através da implantação de viveiros móveis em novas regiões”, pode ler-se na nota divulgada pela Comissão Europeia.

Em colaboração com a Seaweed Solutions da Noruega, a SeaForester está a desenvolver kelp mais resistente às variações de temperatura e a melhorar a produção de sementes, o que poderá permitir estender a restauração a nível mundial, mesmo em ambientes oceânicos diversos e em aquecimento.

A importância das florestas de kelp

A SeaForester foi fundada em 2016 por Pål Bakken, em resposta ao rápido declínio das florestas de kelp selvagens, o maior habitat marinho vegetal do mundo. O modelo de restauro foi concebido para permitir uma implantação em larga escala a baixo custo. O kelp é cultivado em pequenas pedras naturais em viveiros em terra. Após algumas semanas de crescimento, estas pedras são colocadas a partir de barcos de pesca em áreas costeiras autorizadas, sem necessidade de mergulhadores ou maquinaria pesada.

Uma vez colocadas no fundo do mar, as plantas jovens crescem até à maturidade e libertam esporos, permitindo que novas florestas se regenerem de forma natural. Estes ecossistemas de kelp funcionam como potentes sumidouros de carbono, filtros de nutrientes e berçários para peixes.

Atualmente, a SeaForester trabalha em vários locais em Portugal, com Guia, em Cascais, a mostrar os melhores resultados até agora, segundo o comunicado divulgado. Neste local, plantas de kelp com quase dois anos de idade estão totalmente fixas no recife e a reproduzir-se.

Após integrar o programa Fundraising Assistance da BlueInvest, a SeaForester angariou 1,6 milhões de euros junto do WWF e do Schmidt Marine Technology Partners (SMTP). “O nosso coach ajudou-nos a estruturar a nossa visão de expansão, a conectar-nos com os parceiros certos e a preparar-nos para um crescimento sustentável a longo prazo. Ele partilha claramente a nossa ambição de criar impacto significativo ao nível dos ecossistemas,” afirma Pål Bakken, fundador e CEO da SeaForester.

 

 

 

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