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The Equator Company nasce para posicionar Portugal na frente das soluções de sustentabilidade
Novo grupo defende que sustentabilidade “já não é um capítulo à parte”, mas “um critério central na forma como se investe, produz, financia e regula”.
19 Dez 2025 - 10:30
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Com o propósito de colocar Portugal na primeira linha da exportação de soluções sustentáveis, foi criado o The Equator Company, que se apresenta como o “maior grupo português de consultoria em sustentabilidade”. Através da fusão das empresas S317 Consulting, Sair da Casca, Engidro e Factor Social, a ideia é trabalhar com entidades multilaterais, instituições financeiras, organizações e grandes empresas.
A consultora explica que a integração chegou da conclusão de que a transição verde exige abordagens interdisciplinares. Na verdade, as empresas que agora constituem The Equator Company já colaboravam em projetos comuns. A consultora acredita que, hoje, a sustentabilidade significa “acesso a capital, gestão de risco, produtividade operacional, redução da vulnerabilidade das cadeias de valor e capacidade de atrair e reter talento”. Em comunicado, garante que “já não é um capítulo à parte, é um critério central na forma como se investe, produz, financia e regula”.
A The Equator Company combina consultoria estratégica, engenharia e inovação social, dividida em oito áreas centrais: estratégia de sustentabilidade; energia, carbono e biodiversidade; água e saneamento; resíduos e economia circular; riscos e impactos; capacitação; social; comunicação e gestão de crise.
Segundo o administrador executivo da The Equator Company, Filipe de Morais Vasconcelos, “para as empresas a transição sustentável já não é apenas uma promessa política ou questão reputacional, é um fator estrutural de competitividade económica”. Adiciona que, em tempos de incerteza, “prevalece uma contínua exigência de investidores e consumidores por impactos mensuráveis”.
“Em Portugal esta transformação também se traduz em alianças entre empresas, municípios, reguladores e investidores, em projetos que ligam energia, água, cidades, floresta e impacto social. E deste cruzamento nascem novas formas de colaboração e novas oportunidades de crescimento, com a sustentabilidade a deixar de ser um custo adicional para se tornar parte da infraestrutura de negócio”, defende o administrador.
O grupo já faz parte de projetos de energia, água, cidades resilientes, florestas e impacto social na União Europeia, África, América do Sul e Ásia, sobretudo. Agora quer reforçar a sua presença nestes mercados, com a “exportação de conhecimento, metodologias e modelos de parceria”, refere em comunicado. “A escala de Portugal é uma vantagem. Permite experimentar, corrigir e replicar. O que a The Equator Company propõe é levar essa experiência para fora, para mercados onde a sustentabilidade já não é retórica, mas estratégia industrial”, conclui Filipe de Morais Vasconcelos.
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