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TotalEnergies responde a condenação da justiça francesa com retirada de alegações climáticas enganosas
Petrolífera já terá solicitado retirada de três parágrafos relativos aos seus objetivos de neutralidade carbónica do site. Resposta surge após ter sido condenada por publicitar enganosamente as suas políticas climáticas.
24 Out 2025 - 16:17
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Foto: Freepik
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A TotalEnergies já terá solicitado a retirada de três parágrafos relativos à ambição em matéria de neutralidade carbónica do site da sua filial francesa. A resposta surge após a gigante petrolífera ter sido condenada, nesta quinta-feira, por publicitar de forma enganosa as suas políticas climáticas. A decisão do Tribunal Judicial de Paris, ao ter avançado com o caso, poderá significar a criação de um precedente por ser a primeira sobre ‘greenwashing’ no país.
A justiça exige à petrolífera a retirada da sua campanha de todos os meios e a publicação do parecer próprio no seu site durante seis meses, sob a pena de uma multa de 10 mil euros diários.
“Tendo em conta este acórdão, que critica três parágrafos em questão por não terem especificado o cenário em que se baseia a estratégia multi-energética (petróleo, gás, eletricidade) de transição da TotalEnergies, as empresas TotalEnergies SE e TotalEnergies Electricité et Gaz France decidiram não recorrer”, anunciaram em comunicado à imprensa.
A empresa esclarece então que os três parágrafos em questão serão substituídos por “uma descrição factual do que a TotalEnergies realizou até à data”, na implementação do seu plano multienergético, a fim de “dissipar quaisquer dúvidas junto dos seus clientes”.
Após uma alteração de nome de Total para TotalEnergies, em 2021, a empresa francesa lançou uma campanha publicitária onde prometia alcançar a neutralidade carbónica até 2050, e onde se apresentava como “um grande ator da transição energética”. A denúncia foi apresentada em 2022 por organizações ambientalistas, como a Greenpeace France e os Amigos da Terra, que identificaram que a exploração de hidrocarbonetos pela petrolífera estava “em flagrante contradição com os objetivos do Acordo de Paris”, segundo refere o jornal El Economista.
Ainda em comunicado, a TotalEnergies diz orgulhar-se de “produzir gás e de se ter tornado o terceiro maior operador mundial de gás natural liquefeito, o que lhe permitiu contribuir significativamente para garantir o abastecimento de gás aos franceses desde o início da guerra na Ucrânia em 2022”.
Nesse ano, a 13 de outubro, a TotalEnergies foi acusada pela sua “cumplicidade em crimes de guerra” com a Rússia, junto do Ministério Público Nacional Antiterrorista francês. A ação foi movida pelas organizações Razom We Stand, de origem ucraniana, e Darwin Climax Coalitions, francesa, segundo avançou o jornal Le Monde e confirmaram os próprios queixosos. As duas ONG acusaram a TotalEnergies de ter explorado um campo de gás cuja produção terá sido utilizada para fabricar querosene destinado a aviões russos, alegadamente envolvidos em bombardeamentos na Ucrânia. Entre os ataques citados encontra-se o bombardeamento do teatro de Mariupol, que provocou a morte de cerca de 600 pessoas.
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