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Transformação do sistema alimentar pode limitar aumento da temperatura global a 1,85 °C até 2050

Estudo internacional liderado pelo Instituto de Potsdam identifica medidas estruturais com impacto climático, social e ambiental.

24 Dez 2025 - 11:30

3 min leitura

Foto: Unsplash

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Uma transformação profunda do sistema alimentar global pode, por si só, limitar o aumento da temperatura média do planeta a 1,85 °C até 2050, mesmo sem considerar a transição energética. A conclusão é de um estudo científico liderado pelo Instituto de Investigação do Impacto Climático de Potsdam (PIK), na Alemanha, publicado na revista Nature Food.

Com base num modelo de grande escala, os investigadores identificaram 23 medidas, designadas como “alavancas”, com capacidade para tornar o sistema alimentar mais sustentável. O trabalho avalia o impacto dessas mudanças não apenas no clima, mas também na saúde humana, na biodiversidade, na justiça social e no desempenho económico global.

O estudo compara três cenários futuros, nomeadamente, a continuação das tendências atuais, um cenário de rápida transformação do sistema alimentar e um terceiro mais abrangente, que inclui mudanças sustentáveis noutros setores da economia.

Entre as principais conclusões está a redução “significativa” das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) associadas à produção alimentar, sobretudo através de alterações nos padrões de consumo.

Dietas com menos carne, lacticínios e açúcar e maior consumo de leguminosas, frutas, hortícolas e cereais integrais revelam-se centrais para alcançar os objetivos climáticos e melhorar a saúde da população, segundo os analistas.

Além das dietas, o estudo analisa medidas como a redução do desperdício alimentar, o combate simultâneo à fome e ao excesso de consumo, práticas agrícolas mais sustentáveis, a proteção de ecossistemas sensíveis e alterações no comércio internacional e nas condições de trabalho no sector agrícola. Segundo os autores, nenhuma das medidas é suficiente isoladamente, mas a sua combinação gera benefícios claros.

Num cenário mais ambicioso, que inclui também um abandono mais rápido dos combustíveis fósseis e modelos de desenvolvimento socioeconómico mais sustentáveis, existe uma probabilidade de 91% de limitar o aquecimento global a 2°C até 2050.

Os impactos positivos estendem-se à saúde pública, com a diminuição de doenças associadas à alimentação, como a diabetes e problemas cardiovasculares, e à redução da pobreza extrema à escala global. Ao mesmo tempo, a pressão sobre a biodiversidade diminui de forma significativa.

Para os investigadores, o estudo não define políticas concretas, mas oferece uma base científica sólida para orientar decisões políticas.

 

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