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Tribunal de Contas aprova “maior compra de sempre” de comboios em Portugal
Aprovação de investimento de 1.064 milhões de euros vai permitir à CP comprar 153 automotoras. Os novos comboios começam a chegar a Portugal em 2029.
28 Mai 2026 - 16:35
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Foto: Nelso Silva / Wikimedia Commons
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Foto: Nelso Silva / Wikimedia Commons
O Tribunal de Contas aprovou o aditamento ao contrato de aquisição de 153 automotoras pela CP, num investimento de 1.064 milhões de euros que o Governo assegura ser o maior de sempre na compra de comboios em Portugal.
O contrato assinado entre a CP – Comboios de Portugal e a multinacional francesa Alstom e a portuguesa DST prevê a compra de 98 automotoras urbanas e 55 regionais, destinadas a modernizar e reforçar a oferta em todo o país, lembra o ministério das Infraestruturas em comunicado.
O reforço de material circulante inclui 117 automotoras iniciais e 36 adicionais, perfazendo agora um total de 153 unidades.
Com estas alterações, o valor do contrato passou de 746 milhões de euros para 1.064 milhões distribuídos entre 2025 e 2031.
Este reforço de material circulante foi igualmente antecipado, com a última entrega de comboios em 2031, ou seja, menos dois anos face ao contrato inicial.
“Há mais de duas décadas que não chegava a Portugal um novo comboio. A forte aposta deste Governo na ferrovia traduz-se na aquisição de material circulante moderno, confortável e sustentável”, afirmou o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, citado em comunicado.
O governante defendeu que a “mobilidade tem de ser sinónimo de inclusão” e que o executivo está a trabalhar para “trazer cada vez mais pessoas para os transportes públicos, com o reforço da oferta”.
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Os novos comboios começam a chegar a Portugal em 2029 e terão também produção nacional, uma vez que o contrato prevê a instalação de uma fábrica em Matosinhos.
Segundo o Ministério das Infraestruturas e Habitação, está prevista a criação de cerca de 300 postos de trabalho diretos e cerca de 1.500 indiretos, contribuindo para o reforço da indústria e de competências profissionais no setor ferroviário.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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