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UE deve falhar prazo da ONU para nova meta climática e estipula objetivo temporário

Os países da UE estão a ter dificuldades em chegar a acordo sobre a nova meta climática para 2040, o que inviabilizou os planos de o bloco apresentar uma meta às Nações Unidas até ao final de setembro.

16 Set 2025 - 09:41

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Foto: Unsplash

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A União Europeia (UE) não deve chegar a acordo sobre a meta climática para 2040 até ao final do mês, conforme exigido pelas Nações Unidas, dada a falta de consenso entre os vários países sobre as suas metas nacionais. Em vez disso, elaborou planos para apresentar uma meta temporária, que poderá ser alterada posteriormente, segundo um documento de negociação da UE visto pela Reuters.

A UE decidirá a sua meta final para 2035 mais tarde, depois de chegar a um acordo sobre a sua meta climática para 2040, segundo o documento.

O rascunho mostrou que o bloco está agora a considerar apresentar uma “declaração de intenções” à ONU sobre qual será a sua meta para 2035 — indicando que será uma redução de emissões entre 66,3% e 72,5% até 2035, em relação aos níveis de 1990.

A medida visa evitar que a UE fique de mãos vazias na assembleia geral da ONU na próxima semana, onde o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu aos países que anunciassem as suas metas climáticas, a fim de impulsionar as negociações globais sobre o clima da COP30 em novembro.

A proposta em análise assenta num intervalo de objetivos possíveis. O limite superior desse intervalo corresponde a uma redução de 90% das emissões até 2040, valor que está a ser negociado como possível meta oficial. Já o limite inferior resulta de uma projeção linear entre os objetivos já estabelecidos para 2030 — uma diminuição de 55% — e para 2050, ano em que a União Europeia pretende alcançar a neutralidade climática. Enquanto países como a Polónia defendem que a meta deva começar pelo limite inferior, Estados-membros como Espanha e Dinamarca manifestam-se a favor de um objetivo mais ambicioso. A Dinamarca, que detém atualmente a presidência rotativa da UE, foi responsável pela redação do documento, mas recusou-se a comentar o conteúdo.

A situação deixa em aberto a questão da ambição da UE, aumentando a probabilidade de que a UE fique atrás de outros grandes emissores, incluindo a China, no estabelecimento da sua nova meta climática.

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