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UE reduz emissões da atividade humana em contraciclo ao aumento histórico global
Relatório da Comissão Europeia aponta subida de 1,3% nas emissões globais em 2024. Em contrapartida, a UE regista uma diminuição de 1,8%.
17 Set 2025 - 14:57
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Segundo um relatório encomendado pela Comissão Europeia, as atividades humanas lançaram para a atmosfera 53,2 gigatoneladas (Gt) de dióxido de carbono equivalente (CO2eq) em 2024, um novo máximo histórico, que representa um aumento de 1,3% face ao ano anterior. Enquanto isso, a União Europeia (UE) conseguiu reduzir as suas emissões em 1,8% (menos 60 milhões de toneladas de CO2eq). Já a China, os Estados Unidos e o Brasil mantiveram valores estáveis em relação a 2023.
A informação do relatório advém da Base de Dados de Emissões para a Investigação Atmosférica Global (EDGAR, na sigla inglesa) e foi divulgada a 9 de setembro. Em colaboração com a Agência Internacional da Energia (AIE), conclui que emissões mundiais de gases com efeito de estufa (GEE) resultantes da ação humana aumentaram perto de 1,5% por ano desde 1990, crescendo no total 65% em 34 anos.
As oito maiores economias emissoras em 2024 foram a China, EUA, Índia, UE, Rússia, Indonésia, Brasil e Japão, contribuindo com 66,2% das emissões globais de GEE. Enquanto umas se mantiveram estáveis ou até aumentaram (Índia: +3,9%; Rússia: +2,4%; Indonésia: +5%), o Japão registou a maior redução (-2,8%). Mesmo assim, os GEE por unidade de PIB diminuíram em todos os grandes emissores.
O estudo EDGAR fornece ainda previsões das emissões de GEE da utilização dos solos, mudança de uso dos solos e florestas (LULUCF, na sigla em inglês). Em 2024, o setor removeu cerca de 1,3 Gt de CO2eq – excluindo incêndios florestais – o que corresponde a 2,4% das emissões globais nesse ano.
A UE comprometeu-se a reduzir em pelo menos 55% as suas emissões domésticas de GEE até 2030, face aos números de 1990, e a alcançar a neutralidade climática até 2050, através de projetos como a Lei Europeia do Clima e o Pacto Ecológico Europeu.
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