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WWF Portugal pede restauro da natureza como prioridade ambiental no Orçamento de Estado 2026

A organização defende que reforçar a resiliência dos territórios, proteger a biodiversidade e garantir benefícios económicos e sociais duradouros é uma “oportunidade estratégica” para o país.

08 Out 2025 - 10:19

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Foto: Freepik

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A WWF Portugal entregou nesta terça-feira ao Governo e aos partidos políticos um conjunto de prioridades ambientais para o Orçamento do Estado 2026, por considerar que o restauro ecológico deve ser uma “prioridade estratégica”, em linha com a Lei Europeia do Restauro da Natureza, que estabelece metas vinculativas para a recuperação de ecossistemas até 2030 e 2050.

“O restauro ecológico não é apenas uma obrigação legal decorrente da nova legislação europeia – é uma oportunidade estratégica para Portugal reforçar a resiliência dos seus territórios, proteger a biodiversidade e garantir benefícios económicos e sociais duradouros. O Orçamento do Estado 2026 deve refletir essa ambição, assegurando os recursos necessários para transformar compromissos em ação concreta”, afirma Bianca Mattos, coordenadora de Políticas da WWF Portugal.

Segundo a associação, o país enfrenta e desafios ambientais “significativos”, incluindo a degradação de ecossistemas terrestres, marinhos e de água doce, a perda de biodiversidade, a escassez hídrica e o aumento da vulnerabilidade da produção alimentar.

A organização sublinha ainda a necessidade de medidas específicas para enfrentar riscos ambientais críticos, como os incêndios florestais, que têm “devastado milhares de hectares e acelerado processos de desertificação, exigindo uma resposta estruturada e integrada”.

Propõe que o OE 2026 contemple financiamento para a prevenção e redução do risco de incêndio, através da promoção de paisagens em mosaico, da gestão ativa das florestas e da reconversão de áreas de produção em sistemas agroflorestais com pastoreio extensivo.

No setor marinho, a WWF Portugal destaca a importância de assegurar “com carácter de urgência” o financiamento regular e estrutural dos comités de cogestão de pescarias, bem como a implementação dos respetivos planos de gestão.

A organização os benefícios do restauro ecológico, nomeadamente, para a mitigação e adaptação às alterações climáticas, reforço da segurança alimentar e hídrica, aumento do retorno económico, entre outros, destacando que por cada euro investido em projetos de restauro podem gerar-se entre 8 e 51 euros em benefícios socioeconómicos.

 

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