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76% das empresas permanecem nos estágios iniciais de maturidade ESG
Estudo global da KPMG revela que, apesar de 60% dos líderes esperarem ganhar quota de mercado e 54% maior rentabilidade, a maioria das organizações ainda não integrou plenamente a sustentabilidade na sua estratégia.
18 Set 2025 - 08:51
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A KPMG divulgou o ESG Assurance Maturity Index 2025, baseado num inquérito a 1.320 executivos e administradores de empresas de vários setores e regiões, com receitas médias de 16,8 mil milhões de dólares. O estudo conclui que a garantia ESG (ambiental social e governação) já não é apenas uma exigência regulatória, mas uma alavanca estratégica para criar confiança, desbloquear valor e reforçar a resiliência organizacional. No entanto, os dados mostram que 76% das empresas continuam em fases iniciais ou intermédias de maturidade ESG, com a pontuação global de prontidão a cair ligeiramente face a 2023 (de 47,7 para 46,9).
O índice classifica as empresas em três grupos: Líderes (25% superiores, com média de 65,21 pontos), Avançados (50% intermédios, 45,73 pontos) e Principiantes (25% inferiores, 30,54 pontos).
Os líderes diferenciam-se por forte envolvimento dos conselhos de administração, adoção acelerada de ferramentas digitais e integração estratégica da sustentabilidade. Exemplos disso são o crescimento do uso de plataformas ESG (50%, mais 30 pontos percentuais em três anos), de dashboards ESG (53%, mais 27 pontos) e até de inteligência artificial generativa (16%, mais 16 pontos).
Scott Flynn, Global Head of Audit da KPMG International, sublinha que “a garantia ESG não é um destino — é uma jornada que exige coragem, clareza e compromisso. Algumas empresas avançam com confiança, enquanto outras ainda navegam nos estágios iniciais. Mas a mensagem é clara: é tempo de agir, não apenas reagir.”
Valor para quem lidera
Entre as organizações já em linha com a diretiva europeia CSRD, 60% esperam conquistar maior quota de mercado ou expandir a base de clientes, 54% antecipam ganhos de rentabilidade e 52% veem reforço de reputação. Quase metade projeta também valorização acionista e redução de custos.
“A garantia ESG não é apenas sobre conformidade, é sobre criar valor a longo prazo”, afirma Mike Shannon, Global Head of ESG Assurance da KPMG International. “As empresas devem encarar o reporte e a garantia como instrumentos estratégicos para fortalecer a confiança dos stakeholders.”
Apesar do entusiasmo entre os líderes, apenas 5% das empresas conseguiram desdobrar metas ESG por todas as funções operacionais, com monitorização e incentivos associados. “O preocupante é a falta de progressos na operacionalização dos objetivos”, alerta Neil Morris, Global Head of Assurance and ESG Methodology. “As metas de sustentabilidade devem provocar mudança estratégica real no modo como as empresas operam, e não se limitar a um quadro de reporte.”
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