3 min leitura
95% dos líderes empresariais acreditam que transição climática significa oportunidade de negócio
Estudo global dos HSBC mostra que sustentabilidade deixa de ser vista como obrigação ambiental e passa a ser encarada como estratégia central de competitividade e criação de valor.
14 Dez 2025 - 10:07
3 min leitura
Foto: Freepik
- Aterro de Vila Real retoma atividade e receção de resíduos urbanos nesta sexta-feira
- Bruxelas abre investigação a apoio estatal romeno para central nuclear
- Portugal entre os países com mais plástico da pesca no mercado europeu
- Seguradores já pagaram 359 milhões de euros em indemnizações pelo mau tempo
- Powerdot e Uber firmam parceria para reduzir custos de carregamento de motoristas elétricos na Europa
- ERSE debate armazenamento de energia e desafios regulatórios
Foto: Freepik
A grande maioria das empresas e dos investidores institucionais já encara a transição climática como uma fonte de crescimento e uma oportunidade comercial. A conclusão é de um estudo global do HSBC, que revela que 95% dos líderes empresariais acreditam que a transição climática representa uma oportunidade para o seu negócio e 37% classificam-na mesmo como prioridade estratégica.
O grupo bancário e de serviços financeiros ouviu mais de 1.650 decisores empresariais em 12 mercados e 500 investidores institucionais, num estudo conduzido pela FTI Consulting. A sustentabilidade deixa assim de ser vista apenas como mitigação de riscos e passa a ocupar o centro das estratégias de valor e competitividade: 99% dos inquiridos afirmam que será “muito” ou “extremamente” importante nos próximos três anos.
O custo da inação também pesa. Entre as empresas, 39% temem disrupções operacionais e aumento de custos caso não avancem nas metas climáticas, enquanto 35% apontam o risco reputacional e 34% receiam perder a confiança dos investidores.
O alinhamento com os investidores é claro. Para 96% dos gestores de ativos, os fatores climáticos serão relevantes nas suas estratégias até 2027. A melhoria do desempenho financeiro a longo prazo (47%) e a gestão de risco (44%) surgem como as principais razões para integrar critérios ambientais. Quase oito em cada dez investidores (79%) dizem já observar uma correlação positiva entre sustentabilidade e retorno financeiro.
A tendência traduz-se em capital: 73% dos investidores aumentaram a fatia de ativos sustentáveis no último ano, e a proporção de empresas que planeiam dedicar pelo menos 10% do ‘capex’ a iniciativas climáticas deverá duplicar, de 14% para 29% nos próximos três anos.
As finanças sustentáveis também ganham tração. Quase todas as empresas (96%) utilizam ou planeiam utilizar instrumentos verdes, destacando-se o financiamento comercial sustentável (46%), os empréstimos ligados à sustentabilidade (40%) e as obrigações verdes (39%). Já 90% afirmam integrar tecnologia climática nas suas estratégias, sobretudo através de energias renováveis, ganhos de eficiência e sistemas de análise de dados.
Apesar do apetite tecnológico, 95% consideram insuficientes as soluções atualmente disponíveis no mercado. As prioridades passam por tecnologias acessíveis de baixo carbono, melhoria da eficiência energética, captura e armazenamento de carbono e ferramentas avançadas de monitorização. A descarbonização da indústria pesada é outro desafio citado por um terço dos inquiridos.
- Aterro de Vila Real retoma atividade e receção de resíduos urbanos nesta sexta-feira
- Bruxelas abre investigação a apoio estatal romeno para central nuclear
- Portugal entre os países com mais plástico da pesca no mercado europeu
- Seguradores já pagaram 359 milhões de euros em indemnizações pelo mau tempo
- Powerdot e Uber firmam parceria para reduzir custos de carregamento de motoristas elétricos na Europa
- ERSE debate armazenamento de energia e desafios regulatórios