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ACER insta UE a reduzir consumo de gás perante guerra no Irão e crescente dependência do GNL dos EUA
Se Estreito de Ormuz continuar fechado durante todo o ano, mercado global de GNL poderá enfrentar défice líquido de oferta de 27 mil milhões de metros cúbicos em comparação com 2025, adianta a agência europeia reguladora da energia.
13 Mai 2026 - 16:25
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Foto: Magnific
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A União Europeia (UE) deve centrar-se em reduzir a procura de gás, a fim de mitigar os riscos de abastecimento provocados pelo conflito no Médio Oriente e pela crescente dependência do gás natural liquefeito (GNL) dos EUA, constatou nesta quarta-feira a agência europeia reguladora da energia, a ACER.
Se o Estreito de Ormuz se mantiver fechado durante todo o ano de 2026, o mercado global de GNL poderá enfrentar um défice líquido de oferta de 27 mil milhões de metros cúbicos em comparação com 2025, identificou a agência, ao publicar o seu relatório de acompanhamento de 2026 sobre a matéria.
No ano passado, a UE importou um volume recorde de 146 mil milhões de metros cúbicos de GNL. O espaço comunitário é o maior importador mundial deste combustível e, em 2025, 58% proveio dos Estados Unidos, representando um quarto da procura total do mercado europeu.
Aliás, a Europa está atualmente a aumentar a sua dependência do GNL com origem nos EUA, prevendo que passe a representar dois terços das importações já este ano, segundo um estudo divulgado também nesta quarta-feira pelo Instituto de Economia Energética e Análise Financeira. Os autores dizem que os EUA poderão chegar a representar 80% das importações de GNL da UE até 2028.
Mais de 980 cargas ‘spot’ de GNL para entrega na UE em 2025 foram comunicadas à ACER – um aumento em relação às 550 transações registadas em 2024. A agência indica que o TTF, o centro de negociação de gás holandês, continuou a ser a principal referência, utilizada para fixar o preço de 74% das transações no espaço comunitário.
Além de recomendar a poupança no gás e maior eficiência energética, a ACER recorda os pilares do plano REPowerEU: a diversificação das fontes de abastecimento, “para evitar uma dependência excessiva de fornecedores ou rotas de trânsito específicos”, bem como a implantação mais rápida das energias renováveis, “para reforçar a resiliência através da redução da dependência dos combustíveis fósseis importados”.
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