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Adega Mais Sustentável da Europa: distinção da JMF é “marco para o setor vitivinícola nacional”

António Maria Soares Franco sublinha que tradição e inovação podem andar de mãos dadas, apostando na sustentabilidade como fator de competitividade internacional e que define o futuro da empresa centenária.

06 Out 2025 - 07:20

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António Maria Soares Franco, co-CEO da José Maria da Fonseca

António Maria Soares Franco, co-CEO da José Maria da Fonseca

A José Maria da Fonseca acaba de renovar a certificação FAIR’N GREEN – tornando-se o primeiro produtor português a receber a distinção da “Adega Mais Sustentável da Europa”. Obteve também, a nível nacional, a certificação do Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo (PSVA), através da Adega José de Sousa.

Duas distinções que dão palco ao setor vitivinícola português e colocam a sustentabilidade como fator distintivo de negócio. “No conjunto, estas distinções impulsionam a competitividade dos vinhos portugueses, fortalecem a reputação internacional do setor e incentivam outros produtores a seguirem o mesmo caminho”, refere António Maria Soares Franco, co-CEO da José Maria da Fonseca, ao Jornal PT Green, destacando que a distinção internacional “representa não só uma conquista empresarial, mas também um marco para o setor vitivinícola nacional, demonstrando que em Portugal é possível conjugar tradição e inovação de forma responsável”.

Relativamente às alterações efetuadas, António Maria Soares Franco destaca que foi necessário repensar práticas em toda a cadeia de valor, desde a vinha até à distribuição. Nesse sentido, foram reforçados os sistemas de monitorização ambiental e feitos investimentos em tecnologia para otimizar recursos. O produtor de vinhos aumentou também a formação interna em sustentabilidade e implementou critérios de avaliação contínua assentes nos três pilares da certificação: proteção ambiental, responsabilidade social e viabilidade económica. “O maior desafio foi alinhar esta transformação com a cultura organizacional, envolvendo colaboradores, fornecedores e parceiros de negócio”, refere o co-CEO, que evidencia a necessidade de “um forte investimento em sensibilização, capacitação e inovação tecnológica”.

Perante as alterações introduzidas, Soares Franco diz que os resultados já são visíveis na redução da pegada ambiental, na melhoria da eficiência operacional e no fortalecimento da relação de confiança com clientes e consumidores.  “Sentimos um crescente reconhecimento por parte dos consumidores, tanto em Portugal como nos mercados internacionais, em particular nos mercados da Escandinávia, que têm uma elevada importância nas exportações da José Maria da Fonseca”, refere. Salienta ainda que atualmente “os consumidores estão mais conscientes do impacto das suas escolhas e valorizam marcas que assumem compromissos claros de sustentabilidade”.

Sustentabilidade na estratégia futura

Fundada em Azeitão, em 1834, aquela que é uma das mais antigas e prestigiadas produtoras de vinho em Portugal aposta, por isso, na sustentabilidade como fator de competitividade e que está a definir o futuro da empresa. A empresa neste momento a preparar o lançamento de um programa interno de neutralidade carbónica, com metas anuais “claras e monitorizadas”. Paralelamente, está a expandir a utilização de energias renováveis nas unidades de produção e a estreitar relações com fornecedores que partilham os valores de sustentabilidade da JMF.

Do ponto de vista do produto, o produtor tem desenvolvido novas soluções de embalagem com menor impacto ambiental “sem comprometer a qualidade e a autenticidade dos vinhos”, conforme assegura o co-CEO. “Estas iniciativas são parte de uma estratégia mais ampla de inovação sustentável, que procura conciliar eficiência, responsabilidade ambiental e valorização da tradição vitivinícola portuguesa”, esclarece.

A empresa tem por objetivo consolidar o caminho da neutralidade carbónica, aumentar a eficiência de utilização de recursos das operações e garantir uma integração cada vez maior da economia circular nos seus processos. Assim como reforçar projetos de biodiversidade nas vinhas e fortalecer a relação com a comunidade local através de iniciativas de responsabilidade social.

António Maria Soares Franco assegura que inovação e tradição andam de mãos dadas na estratégia na empresa. “O equilíbrio entre tradição e inovação é totalmente compatível com esta transformação, pois muitos dos princípios da filosofia de gestão sustentável da empresa já fazem parte da história e cultura não só da empresa, mas também da família. Acreditamos que honrar a nossa herança só faz sentido se caminharmos de forma responsável, deixando um legado positivo para as próximas gerações”, sublinha.

 

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