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Agência Internacional de Energia, Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial alertam para período prolongado de preços elevados
“O impacto da guerra é significativo, global e altamente assimétrico”, declaram os líderes das três organizações mundiais num comunicado conjunto.
14 Abr 2026 - 08:02
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Fatih Birol, AIE | Foto: Foto: MAE
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Fatih Birol, AIE | Foto: Foto: MAE
Mesmo após a retoma dos fluxos regulares de transporte pelo Estreito, “levará tempo até que a oferta global de matérias-primas essenciais volte aos níveis anteriores ao conflito, e os preços dos combustíveis e fertilizantes poderão manter-se elevados por um período prolongado, devido aos danos nas infraestruturas”, alertam num comunicado conjunto os líderes da Agência Internacional de Energia, do Fundo Monetário Internacional e do Grupo Banco Mundial.
Os três líderes reuniram-se nesta segunda-feira no âmbito do grupo de coordenação que estabeleceram no início de abril, para maximizar a resposta das suas instituições aos impactos energéticos e económicos da guerra no Médio Oriente.
O choque levou ao aumento dos preços do petróleo, gás e fertilizantes, gerando também preocupações quanto à segurança alimentar e à perda de empregos. Alguns produtores de petróleo e gás no Médio Oriente registaram igualmente uma queda acentuada nas receitas de exportação, indicam na declaração conjunta. “A situação mantém-se muito incerta”, referem.
Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia, Kristalina Georgieva, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, e Ajay Banga, presidente do Grupo Banco Mundial, sustentam que devido às perturbações no abastecimento “é provável que a escassez de recursos essenciais tenha impactos nos setores da energia, alimentar e noutros. A guerra também provocou deslocações forçadas de pessoas, afetou empregos e reduziu as viagens e o turismo, efeitos que poderão demorar a ser revertidos”.
A declaração foi feita antes da divulgação, nesta terça-feira, do relatório mensal sobre o mercado petrolífero da Agência Internacional de Energia e das Perspetivas Económicas Mundiais do FMI.
Os líderes discutiram também a situação dos países mais afetados pelo choque, bem como as respostas das três instituições globais. “As nossas equipas estão a trabalhar em estreita colaboração, incluindo a nível nacional, para tirar partido da nossa experiência e ajudar os países através de aconselhamento político adaptado e, no caso do FMI e do Banco Mundial, apoio financeiro sempre que necessário”, referiram.
O objetivo é “estabelecer as bases de uma recuperação resiliente que promova estabilidade, crescimento e emprego”.
No caso da União Europeia, Ursula von der Leyen afirmou nesta segunda-feira que a escalada do conflito no Médio Oriente já custou mais de 22 mil milhões de euros adicionais em importações de combustíveis fósseis em apenas 44 dias, sem qualquer aumento de fornecimento energético. A presidente da Comissão Europeia sublinhou: “44 dias, 22 mil milhões de euros – nem uma única molécula de energia adicional”, num balanço que evidencia o impacto imediato da instabilidade geopolítica nos mercados energéticos europeus.
Von der Leyen considerou que a situação “é extremamente prejudicial” e defendeu que “a restauração da liberdade de navegação é de importância primordial” para a UE. Mesmo que as hostilidades cessem, advertiu, as perturbações no abastecimento energético provenientes do Golfo deverão persistir.
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