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Agência para o Clima investe 36,5 milhões de euros na transição verde em novembro

Maiores pagamentos do pacote destinaram-se à resiliência e gestão florestal e à eficiência energética nas famílias vulneráveis.

09 Dez 2025 - 11:20

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Fotoi Freepik

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A Agência para o Clima (APC) investiu 36,5 milhões de euros na transição verde, em novembro, através do Fundo Ambiental e do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Deste pacote, 8,8 milhões foram para a recuperação pós-incêndio e gestão florestal, enquanto 7 milhões serviram para facilitar o acesso a energia doméstica para famílias mais vulneráveis, bem como para reduzir a fatura da luz.

“A execução de mais de 36 milhões de euros num único mês comprova a nossa capacidade de converter fundos europeus e nacionais em ações concretas e imediatas”, enaltece a ministra da tutela, Maria da Graça Carvalho.

No setor da energia, os valores traduzem-se em programas como o E-Lar ou o Botija de Gás Solidária. O Ministério do Ambiente e Energia assegura que a agência estatal apoiou também “a reconversão profissional dos antigos trabalhadores da Central a Carvão do Pego”. Em comunicado, adiciona que 5,5 milhões foram alocados à descarbonização dos transportes públicos e mobilidade sustentável, mas sem detalhar quais e como.

Do dinheiro investido nas florestas, parte foi para a manutenção da Rede Nacional de Postos de Vigia e para a prevenção em áreas de maior risco através do Condomínio de Aldeias, o MAIS Floresta, o Floresta Ativa. Incluíram-se ainda Projetos de Transformação da Paisagem dos Territórios de Floresta Vulneráveis (AIGP), projetos de erradicação e controlo de espécies invasoras prioritárias e a Rede de Mulheres Guardiãs da Natureza.

“Estamos a garantir que os apoios chegam ao terreno a tempo de fazer a diferença, seja na proteção das nossas florestas, seja no combate à vulnerabilidade energética das famílias. Estes investimentos são o motor de uma economia mais verde e justa”, considera a ministra.

Para a conservação da natureza e da biodiversidade, a APC direcionou 3,5 milhões de euros a planos de conservação de espécies prioritárias, como o lince-ibérico, a monitorização de alcateias e a capacitação de vigilantes da natureza. À economia azul, ou do mar, foram alocados 3,3 milhões para investigação, controlo e inovação tecnológica.

No âmbito da eficiência do uso da água, o ministério destaca o pagamento de 1 milhão de euros para a gestão no abastecimento e qualidade da água na Ilha Terceira, Açores.

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