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Agendas Mobilizadoras com 90% dos projetos em fase avançada ou concluída
IAPMEI garante que já foram contratados mais de 3,2 mil milhões de euros de incentivo e 2 mil milhões já foram pagos.
29 Jun 2026 - 14:18
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Foto: Magnific
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As 51 Agendas Mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) registam níveis de execução próximos dos 90% nos produtos, processos e serviços (PPS) contratualizados, com 3,2 mil milhões de euros de incentivo aprovado e mais de 2 mil milhões já pagos, segundo dados avançados pelo IAPMEI.
As agendas contratadas envolvem 1.098 copromotores, dos quais 874 empresas e 224 entidades do sistema científico, tecnológico e públicas, que representam mais de 7 mil milhões de euros de investimento.
Os dados foram apresentados no 3.º Encontro das Agendas Mobilizadoras, realizado a 25 de junho, em Lisboa. Os dados apresentados mostram que dos 1.270 PPS previstos, 1.087 já registam níveis de execução iguais ou superiores a 80%.
A execução financeira média da despesa apresentada situa-se nos 53%. “Conseguimos todos juntos atingir, e até mesmo ultrapassar, os objetivos estipulados. Mas mais importante do que os números é aquilo que eles representam: uma nova escala de ambição e uma nova capacidade de transformar conhecimento em valor real”, destacou Castro Almeida, ministro da Economia e Coesão Territorial, na sua intervenção.
Para o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, os resultados “mostram que as Agendas Mobilizadoras estão a transformar investimento em capacidade produtiva, conhecimento em soluções com aplicação no mercado e impacto económico concreto. Este encontro demonstrou de forma clara que muitas das soluções estão mais próximas do que se pensa, emergindo da colaboração entre empresas e consórcios. O trabalho desenvolvido demonstra a capacidade das empresas portuguesas para inovar, cooperar e competir em setores de elevado valor acrescentado”.
As estimativas associadas às Agendas Mobilizadoras apontam para um acréscimo superior a 8 mil milhões de euros no volume de negócios das empresas participantes, para a criação de mais de 11 mil postos de trabalho qualificados e para um contributo estimado entre 2,5% e 3% para o Produto Interno Bruto.
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