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Alemanha, França e Itália lideram plano europeu para criar reservas de matérias-primas críticas

Bloco europeu acelera estratégia para reduzir dependência da China, com papéis definidos para financiamento, aquisição e armazenamento de minerais essenciais. E EUA qurem criar um sistema de preços mínimos para estes materiais.

05 Fev 2026 - 08:31

3 min leitura

Foto: Freepik

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A União Europeia (UE) está a avançar com um plano para criar reservas estratégicas de matérias-primas críticas, com Itália, França e Alemanha a assumirem papéis de liderança, segundo fontes próximas do processo.

A iniciativa, segundo avança a agência Reuters, integra a estratégia europeia para reduzir a dependência europeia de fornecedores externos de matérias-primas essenciais, nomeadamente da China, líder nesta matéria.

Entre as medidas previstas estão a criação de um stock comum e possíveis restrições à exportação de sucata metálica reutilizável e resíduos de terras raras. Até ao momento, Bruxelas ainda não divulgou detalhes operacionais.

De acordo com as fontes contactadas pela Reuters, a Alemanha ficará responsável pela identificação e aquisição dos minerais, França ficará responsável pelo financiamento das compras e a Itália pela gestão do armazenamento.

Com capacidade limitada de refinação e dificuldades em diversificar fornecedores a curto prazo, Bruxelas vê os stocks estratégicos como essenciais para proteger a economia europeia, a indústria da defesa e os objetivos da transição energética.

A lista da UE inclui 34 matérias-primas críticas, das quais 17 são consideradas estratégicas para os setores verde, digital, aeroespacial e de defesa.

A China é o maior produtor mundial de metais e minerais industriais. Desde 2023, os controlos chineses à exportação de materiais e terras raras têm causado perturbações significativas nas cadeias de abastecimento globais, afetando fabricantes fora do país.

Com a Europa a enfrentar uma capacidade limitada de refinação e prazos longos para diversificar fornecedores, a criação de reservas estratégicas é vista como uma das poucas ferramentas disponíveis para proteger a economia do bloco, salvaguardar a produção de defesa e garantir os objetivos da transição energética.

Porém, uma das fontes manifestou frustração com a lentidão do processo, referindo a existência de vários grupos de trabalho e muitas discussões, mas poucos resultados concretos até agora. As fontes indicaram ainda não saber que bancos estão a ser contactados por França ou que produtores a Alemanha já abordou.

Em outubro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a UE iria acelerar parcerias na área das matérias-primas com países como a Austrália, Canadá, Chile, Gronelândia, Cazaquistão, Uzbequistão e Ucrânia.

Em paralelo, os Estados Unidos anunciaram novas medidas para reforçar o acesso a minerais críticos. O vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou que Washington vai criar um sistema de preços mínimos para estes materiais, com o objetivo de dar maior previsibilidade ao mercado e incentivar o investimento. Os EUA propõem ainda a criação de um bloco comercial dedicado aos minerais críticos, iniciativa que já conta com a adesão de vários países.

 

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