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Amesterdão cria ilha habitacional e reforça tradição de adaptação à subida do mar
Projeto é outro exemplo da resiliência de Amesterdão à subida do mar desde a sua fundação, que faz nesta segunda-feira 750 anos.
27 Out 2025 - 12:11
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Foto: Andrés Barrios - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, Wikimedia
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Foto: Andrés Barrios - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, Wikimedia
Na zona norte de Amesterdão, está a nascer uma nova ilha artificial no lago IJmeer. Chama-se Strandeiland (“Ilha da Praia”) e fará parte de um arquipélago de seis ilhas que deverá acolher idealmente mais de 60 mil habitantes, além de praias e áreas naturais. O projeto é mais um exemplo da capacidade de planeamento e adaptação que marca a cidade desde a sua fundação, no século XIII.
A celebrar 750 anos de história, a capital neerlandesa foi construída contra a natureza: ergueu-se dois metros abaixo do nível do mar, exigindo séculos de investimento em engenharia hidráulica para se manter habitável. A longa experiência de Amesterdão no controlo e gestão da água é hoje uma referência mundial, num contexto de alterações climáticas e subida do nível do mar, como sublinha a Bloomberg.
Mais do que um novo projeto urbano, Strandeiland simboliza a continuidade de uma filosofia: adaptar-se para sobreviver, e prosperar, num território onde o mar nunca deixa de bater à porta. Será um bairro sustentável com 8 mil apartamentos – para 20 mil habitantes – e 120 mil metros quadrados de espaços comerciais e sociais, segundo a empresa produtora de betão Max Frank. O projeto deverá ser desenvolvido no decorrer dos próximos 15 anos.
O grupo explica que a ilha a particularidade de estar a se construída em solo arenoso integrado antes num corpo de água. A Marx Frank descreve a solução encontrada: “As estacas perfuradas proporcionam a inclinação uniforme necessária nos canos de esgoto sem causar subsidência”. As extremidades superiores das estacas são cuidadosamente niveladas e moldadas. Em seguida, os tubos de esgoto são instalados sobre elas, apoiados em travessas transversais.
O nome Amesterdão significa “barragem no rio Amstel” para se referir à infraestrutura construída para gerir a posição precária de uma aldeia em crescimento no Período Medieval. Com o avanço do mar, a cidade acabou por se tornar costeira, ganhando outra atração para o comércio. Mas este avanço também acabou por implicar séculos de drenagem, bombeamento e construção de diques para adaptar a cidade à subida marinha.
“A gestão da água é a base do planeamento de Amesterdão”, reitera Ton Schaap, o engenheiro original do projeto da ilha, citado pela Bloomberg. “Quando planeiam uma parte da cidade, há sempre não só as estradas, mas também os canais e as pontes. Porque sem isso, não se consegue manter os pés secos”, conclui.
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