Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

4 min leitura

António Costa: “A Agenda 2030 está em risco”

O presidente do Conselho Europeu alerta que os objetivos definidos para 2030 estão ameaçados pela redução do financiamento, pelo agravamento da crise climática e pelas divisões geopolíticas. E apela a que o próximo secretário-geral da ONU mantenha uma ação firme na prevenção de conflitos e na construção da paz.

25 Set 2026 - 10:06

4 min leitura

António Costa presidente do Conselho Europeu no debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral | Foto ONULoey Felipe

Autor

Partilhar

Man in a dark suit and light blue tie speaks at a United Nations podium with microphones and the UN emblem on the front.

António Costa presidente do Conselho Europeu no debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral | Foto ONULoey Felipe

“A Agenda 2030 está em risco”. Foi com esta afirmação que António Costa, presidente do Conselho Europeu, sintetizou o estado do mundo no seu discurso na 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. “O défice de financiamento está a aumentar, a crise climática está a agravar-se e as divisões geopolíticas estão a travar o progresso. Temos de continuar a trabalhar na reforma da arquitetura financeira global”, referiu nesta quinta-feira em Nova Iorque.

O representante europeu garantiu que a União Europeia “continua firmemente empenhada no Acordo de Paris, no Pacto para o Futuro e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, sublinhando que, em conjunto, a União Europeia e os seus Estados-membros representam mais de 40% da ajuda pública ao desenvolvimento a nível internacional. “Não podemos dar-nos ao luxo de perder mais tempo. É por isso que a Cimeira dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de 2027 deve constituir um ponto de viragem: para corrigir o rumo, recuperar o impulso e cumprir as metas para 2030 e para além dessa data”, referiu sobre o encontro que terá lugar precisamente daqui a um ano também em Nova Iorque.

Perante os líderes mundiais, António Costa apelou à cooperação entre países para responder aos desafios atuais. “O multilateralismo não é um ideal do passado. É a única forma realista de responder aos problemas de hoje. Sozinho, nenhum país consegue prevenir uma pandemia, estabilizar o clima, garantir cadeias de abastecimento resilientes, regular a Inteligência Artificial, assegurar a estabilidade financeira ou promover um desenvolvimento sustentável. Sozinho, nenhum país, por mais poderoso que seja, consegue construir uma paz duradoura”, proferiu.

Num discurso que atravessou várias áreas temáticas, desde a crise climática, defesa, inteligência artificial, reforma do sistema multilateral, comércio e desenvolvimento sustentável, António Costa defendeu o reforço do papel das Nações Unidas e destacou os principais desafios geopolíticos, com particular atenção à guerra na Ucrânia e ao conflito no Médio Oriente. Num mundo instável, António Costa colocou a tónica na defesa e segurança para se conseguir alcançar os vários propósitos globais, defendendo uma reforma abrangente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, “de modo a torná-lo mais eficaz, inclusivo, democrático e responsável”. Nas suas palavras, o melhor argumento a favor do multilateralismo é aquilo que ele proporciona: “Na paz e na segurança, através do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares; na ação climática, através do Acordo de Paris; no combate à pobreza e na saúde, através da Resposta Global à Covid-19”.

O presidente do Conselho Europeu deixou, por isso, uma mensagem ao próximo secretário-geral das Nações Unidas, que irá substituir António Guterres, cujo mandato termina no final deste ano, pedindo que mantenha uma ação determinada na prevenção de conflitos, na mediação de crises e na construção da paz, com particular atenção à Ucrânia, ao Médio Oriente e ao Sudão. “A ONU precisa de um líder ambicioso, firmemente empenhado nos princípios da Carta das Nações Unidas e no respeito pelo direito internacional, como António Guterres”, referiu.

E deixou uma mensagem ao seu conterrâneo em exercício: “Quero aqui prestar homenagem ao secretário-geral. Os seus esforços incansáveis para assegurar o respeito pela Carta das Nações Unidas, a defesa dos direitos humanos, a reforma da arquitetura financeira global, o desenvolvimento sustentável e uma ação determinada contra as alterações climáticas foram um verdadeiro farol, iluminando o nosso caminho e orientando a nossa ação coletiva”.

 

 

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade